Nas entre-falhas da linha-vida : experiências de gênero, opressões e liberdade em uma prisão feminina

dc.creatorDaniela Tiffany Prado de Carvalho
dc.date.accessioned2022-10-31T17:49:37Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:49:29Z
dc.date.available2022-10-31T17:49:37Z
dc.date.issued2014-05-26
dc.description.abstractWomen represent roughly 10% of Minas Gerais’ incarcerated population. However, this number has grown significantly over the past years. These women are generally young, non white, poorly educated and with low socioeconomic status. In this sense, there’s a process of naturalization of the average female criminal, which demonstrates how selective the penal system can be. At the same time that women’s participation in crimes is considered atypical, the prison space is seen as the right place for certain types of women. Furthermore, for these women, the prison system will prescribe a treatment that consists in bringing them back to what a typical woman “ought be”: mother, wife, caregiver. Through interviews with 12 women serving sentences at the Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, in the state of Minas Gerais, we advance in understanding how they interpret their own incarceration, their perspectives on the actions that led to their imprisonment, their exposure to violent environments, and other meaningful aspects of their lives, both within and outside the prison system. We analyze the socio-demographic characteristics of these women not in order to reiterate the aforementioned process of naturalization but to reflect on the selectivity of our penal system. By presenting “who they are” and questioning “why are they incarcerated?”, we investigate some of the factors that have contributed to the rapid rise in the female prison population. Thus, we examine whether the growth in female imprisonment can be attributed to social exclusion, criminalization of poverty, and/or changes in prosecution and sentencing patterns.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/46756
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectMulheres - Teses
dc.subjectPrisão - Teses
dc.subjectFeminismo - Teses
dc.subjectSegurança pública - Teses
dc.subject.otherPresas
dc.subject.otherCriminalidade
dc.subject.otherExperiência
dc.subject.otherFeminismo
dc.subject.otherControle penal
dc.subject.otherSistema de justiça criminal
dc.titleNas entre-falhas da linha-vida : experiências de gênero, opressões e liberdade em uma prisão feminina
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Claudia Mayorga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8982681063835719
local.contributor.referee1Letícia Godinho
local.contributor.referee1Luciana Kind do Nascimento
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7862199707996363
local.description.resumoApesar de representar menos de 10% da população prisional mineira, o número de mulheres presas aumentou significativamente nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que a participação no crime e o encarceramento são tidos como fatores atípicos para A Mulher, o espaço da prisão parece ser concebido como um espaço propício para abrigar habitualmente determinados tipos de mulheres. E para estas, será prescrito uma terapêutica penal que operará em consonância com um “Dever Ser” que buscará a recomposição moral das presas, a fim de que elas possam abandonar posturas consideradas como impróprias para o feminino e adquiram um temperamento próprio que seria mais apropriado para a mulher: mãe/esposa/cuidadora. Através de entrevistas realizadas com 12 mulheres em cumprimento de pena do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Minas Gerais, poderemos avançar na compreensão sobre qual é o sentido conferido pelas próprias mulheres à experiência da privação da liberdade, bem como as suas perspectivas em relação à prática de atos que as conduziram ao aprisionamento, à inserção em contextos de violência e os processos de criminalização, aos padrões e prescrições de feminilidade e às tantas outras dimensões de suas vidas, dentro e fora da prisão. As características sócio-demográficas que geralmente caracterizam a população prisional feminina brasileira (jovens, não-brancas, com ensino fundamental incompleto e baixo status socioeconômico) serão analisadas não como um perfil naturalizado da criminosa, mas como um reflexo da seletividade penal que caracteriza o Sistema de Justiça Criminal. Apresentando “quem são elas”, e questionando “por que são elas as presas?”, investigaremos os fatores que têm propiciado o crescimento vertiginoso da população prisional feminina e de que maneira tal crescimento pode ser um reflexo dos processos de marginalização, criminalização e de controle penal que caracterizam a nossa sociedade, condenando um número cada vez maior de mulheres à privação da liberdade.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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