A construção de uma cidade-monumento: o caso de Ouro Preto

dc.creatorRodrigo Otavio de Marco Meniconi
dc.date.accessioned2019-08-10T15:19:52Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:49:16Z
dc.date.available2019-08-10T15:19:52Z
dc.date.issued1999-11-29
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-8GCML9
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectOuro Preto (MG) Arquitetura
dc.subjectArquitetura Barroca Ouro Preto (MG)
dc.subjectArquitetura
dc.subject.otherArquitetura e urbanismo
dc.titleA construção de uma cidade-monumento: o caso de Ouro Preto
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Luiz Alberto do Prado Passaglia
local.contributor.referee1Ivo Porto de Menezes
local.contributor.referee1Rodrigo Ferreira Andrade
local.description.resumoBusca este estudo estabelecer uma leitura de Ouro Preto sob aótica de sua preservação, acompanhando a trajetória da cidade, desde o seu é surgimento e consolidação no século XVlll, passando pelas transformações ocorridas no século XIX , o esvaziamento provocado pela mudança da capital e li a sua gradativa transformação em monumento, no século XX. Na dissertação são identificados os momentos mais significativos tanto para a construção da imagem da cidade quanto para o seu reconhecimento como bem cultural. Com maior detalhe, o estudo propõe-se a identificar e caracterizar as várias fases e modalidades que as ações e procedimentos voltados para a conservação e restauração a cidade assumem ao longo deste século. Nas três primeiras décadas do século XX, por ação dos discursos,a cidade passa a encarnar valores essenciais na construção da identidade nacional. Esses discursos ,que têm sua origem ainda no século XIX, são retomados e consolidados por ocasião do bicentenário de Ouro Preto. A partir de artigo publicado, em 1916, por Alceu de Amoroso Lima, a cidade será sucessivamente visitada por intelectuais e artistas. O relato e a ação desses novos viajantes vão fazer com que os valores da cidade adquiram reconhecimento no plano nacional, suscitando a adoção de medidas concretas para a sua tutela e salvaguarda.Com a elevação de Ouro Preto a condição de monumento Nacional essas medidas adquirem consistência institucional e operativa. A criação da inspetoria dos Monumentos Nacionais e, depois, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vão fazer com que na cidade sejam aplicados e desenvolvidos os conceitos, as metodologias e as praticas de conservação e restauro.l De uma primeira abordagem museológica, passa-se a uma visão monumental e arquitetônica, que caracteriza a primeira fase do SPHAN atéd chegar ao tratamento da questão nas dimensões e com os instrumentos urbanísticos, que se fizeram necessárias a partir do final dos anos sessenta. Verifica­se, a partir dos anos oitenta, o surgimento de novas posturas e X l orientações. Por essa ocasião, assiste-se a iniciativas de articulação e harmonização das várias instituições e agentes. A Cidade, ameaçada pela continuidade dos fenômenos de degradação iniciados com o adensamento e pelos problemas causados pelas fortes chuvas de l979, busca implementar umprograma de conservação integrada,. Essas ações, entretanto, não adquiriram consistência e organicidade.Com os novos entendimentos sobre a conservação das cidades eas disposições da Constituição Federal de 1988, o município de Ouro Preto deve passar a atuar, ativamente, na salvaguarda. A estrutura administrativa prevista pela Lei Orgânica promulgada neste mesmo ano, a elaboração de Planos Diretores, em1991 e 1996 e a promoção de ações articuladas, indicamesse novo caminho.A grande questão que agora se apresenta, e permanece em aberto, e a de como operacionalizar a conservação integrada da Cidade, envolvendo suas instituições, a comunidade, os profissionais e os técnicos, dotando-os,ao mesmo tempo,de todos os instrumentos e recursos necessários,
local.publisher.initialsUFMG

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