Videodança: do agenciamento à emergência

dc.creatorLuísa Cunha Machala
dc.date.accessioned2025-02-03T15:30:06Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:40:59Z
dc.date.available2025-02-03T15:30:06Z
dc.date.issued2020-02-19
dc.description.abstractThe purpose of this bibliographical research is to identify theories and concepts, to propose discussions and rto eflect upon videodance as emergency. In this context, it is possible to highlight the agencying among body, technique, space and time. In accordance with complex system theory, emergency is defined as a novelty, something unpredictable that emerges from a collective relation (MITCHELL, 2009; CARIANI, 2009). Videodance, on the other hand, is understood by authors as SPANGHERO (2003), WOSNIAK (2006), TRINDADE (2009) e BRUM (2012) as something that is not restricted to a documentary record, but something that is in itself a creative novelty generated from the non-hierarchic encounter of the elements of which it is composed: body, technique, space, and time in dynamic agencying. As agents, each of these elements has different degrees of autonomy and it is from their different modes of interaction that videodance emerges. For the theoretical foundation of such a discussion, Stiegler (2009) was also selected because he considers technique and man as coexisting and understands the former to carry its own poetics, making it possible to analyze creative processes in a more horizontal way, in which the human part becomes just one of the components, breaking with certain anthropocentric logics of this relation. The issues of space and time were analyzed by the concepts of choreopolitics (LEPECKI, 2012), heterotopia (FOCAULT, 1967), and space-trio (NATAL, 2012). On the basis of the theoretical research, it was possible to notice the importance of the collective and collaborative perspectives to the creation of videodance as emergency, since these types of processes rethink the issue of autonomy and treat the work as a result of the relations of which it is composed. In addition, it was observed that depending on the agencying, videodance can build particular spatialities, corporealities and temporalities. Furthermore, when we recognize that emergency is related to unpredictability, to something that breaks with monotonic modes of action, we can consider the power of thinking about dissent as an important creative device for videodance to emerge as something of its own and not the mere transposition of choreographic work.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79606
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectDança
dc.subjectVideoarte
dc.subjectPerformance (Arte)
dc.subjectImprovisação (Dança)
dc.subjectDança - Discursos, ensaios, conferências
dc.subject.otherVideodança
dc.subject.otherEmergência
dc.subject.otherAgenciamento
dc.titleVideodança: do agenciamento à emergência
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Graziela Côrrea de Andrade
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6959833159790923
local.contributor.referee1Carolina Natal Duarte
local.contributor.referee1Carlos Henrique Rezende Falci
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8017986989877689
local.description.resumoEsta pesquisa, de caráter bibliográfico, propõe-se a levantar teorias, identificar conceitos, propor discussões e refletir sobre a videodança enquanto emergência, contexto no qual é possível destacar o agenciamento entre corpo, técnica, espaço e tempo. Compreende-se, segundo a teoria dos sistemas complexos, a emergência se referindo a uma novidade, algo da ordem do imprevisível que surge de uma relação coletiva (MITCHELL, 2009; CARIANI, 2009). Por sua vez, a videodança é entendida por autores como SPANGHERO (2003), WOSNIAK (2006), TRINDADE (2009) e BRUM (2012), como algo que não se restringe a um registro documental, mas é em si uma novidade criativa gerada do encontro não hierárquico entre os elementos que a integram, quer sejam, corpo, técnica, espaço e tempo em agenciamento dinâmico. Como agentes, cada um desses elementos possui graus de autonomia e é a partir do modo como eles interagem que a videodança emerge. Para fundamentação teórica de tal discussão elegeu-se ainda Stiegler (2009), por considerar técnica e humano como coexistentes e entender que a primeira carrega consigo poéticas próprias, o que faz com que seja possível pensar processos criativos de forma mais horizontalizada, nos quais o humano passa a ser apenas um de seus componentes, quebrando-se lógicas antropocêntricas dessa relação. Já as questões do espaço e do tempo foram aqui perscrutadas através dos conceitos de coreopolítica (LEPECKI, 2012), heterotopia (FOCAULT, 1967) e espaço-trio (NATAL, 2012). A partir da pesquisa teórica realizada, foi possível perceber a importância das perspectivas coletivas e colaborativas para a criação da videodança como emergência, uma vez que esses tipos de processo repensam a questão da autonomia e tratam a obra como uma deriva das relações que a compõem. Além disso, percebeu-se que dependendo de como ocorre seu agenciamento, a videodança constrói espacialidades, corporalidades e temporalidades próprias. Ademais, ao reconhecermos a emergência relacionada ao imprevisível, a algo que rompe com monótonos modos de agir, consideramos a potência de se pensar o dissenso como um importante dispositivo criativo para que a videodança emerja como uma identidade própria e não mera transposição de obras coreográficas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEBA - ESCOLA DE BELAS ARTES
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes

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