Muito mais do que torcer : discursos, tensionamentos e representações do movimento contra a LGBTfobia e outras opressões no futebol mineiro

dc.creatorRafaela Cristina de Souza
dc.date.accessioned2025-09-03T21:41:19Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:52:42Z
dc.date.available2025-09-03T21:41:19Z
dc.date.issued2025-07-10
dc.description.abstractWith the aim of understanding how football fans from Minas Gerais use the space of support to fight against various forms of oppression, this dissertation seeks to observe, from a relational perspective of communication, how social networks are used to produce and reverberate discourses that challenge the hegemonic notion that football is a space in which only cis-heteronormative men can participate in the practices of supporting. To this end, we analyzed the discursive production of two fan groups: Marias de Minas, an LGBTQIA+ fan group of Cruzeiro, and Resistência Alvinegra, an anti-fascist organized fan group of Clube Atlético Mineiro. Methodologically, we used the Protest Circuit proposed by Bart Cammaerts (2018), which allowed our observation not to be restricted to what was produced and published by the two fan groups on social networks, but also to analyze how the news media represents these fan groups and, further, how fans of both clubs receive the issues they defend. The results indicate that both fan groups use social media to demand the right to support the team, with Marias de Minas being more restricted to the fight against LGBTphobia in football; and Resistência Alvinegra, in a certain way, with a broader action that articulates the fight against racism, sexism, LGBTphobia and modern football. Despite the differences between the two fan groups, whether in the way they question the oppressions that persist in football and in Brazilian society, in their representation in the news media and in their articulation with institutions of power and social movements, our results indicate that both groups challenge notions reiterated in Brazilian football (as a sport and as a practice of support) and demonstrate that sport can be used not only as a means of sociability, culture and leisure, but also as a space for struggle.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84831
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectComununicação - Teses
dc.subjectFutebol - Teses
dc.subjectMasculinidade - Teses
dc.subject.otherCulturas torcedoras
dc.subject.otherFutebol
dc.subject.otherMasculinidades
dc.subject.otherCircuito do Protesto
dc.titleMuito mais do que torcer : discursos, tensionamentos e representações do movimento contra a LGBTfobia e outras opressões no futebol mineiro
dc.title.alternativeMuch more than just supporting : discourses, tensions and representations of the movement against LGBTphobia and other forms of oppression in Minas Gerais football
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Ana Carolina Soares Costa Vimieiro
local.contributor.advisor1Laura Guimarães Corrêa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9199148893356289
local.contributor.referee1Gustavo Andrada Bandeira
local.contributor.referee1Luiza Aguiar dos Anjos
local.contributor.referee1Soraya Maria Bernardino Barreto Januário
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5877770066513347
local.description.resumoCom o objetivo de compreender como pessoas torcedoras do futebol mineiro utilizam o espaço do torcer para lutar contra diversas formas de opressão, esta dissertação procura observar, a partir de uma perspectiva relacional da comunicação, como as redes sociais são utilizadas para produzir e reverberar discursos que tensionam a noção hegemônica de que o futebol é um espaço em que apenas homens cis-heteronormativos podem participar das práticas de torcer. Para isso, analisamos a produção discursiva de duas torcidas: a Marias de Minas, torcida LGBTQIA+ do Cruzeiro, e a Resistência Alvinegra, torcida organizada antifascista do Clube Atlético Mineiro. Metodologicamente, utilizamos o Circuito do Protesto proposto por Bart Cammaerts (2018), o que possibilitou que a nossa observação não ficasse restrita ao que foi produzido e publicado pelas duas torcidas nas redes sociais, mas também analisar como a mídia jornalística representa essas torcidas e, ainda, a recepção de pessoas torcedoras dos dois clubes em relação às pautas defendidas. Os resultados encontrados apontam que as duas torcidas utilizam as redes sociais para reivindicar um direito à prática do torcer, sendo a Marias de Minas mais restrita à luta contra a LGBTfobia no futebol; e a Resistência Alvinegra, de certa forma, com uma atuação mais ampla que articula a luta contra o racismo, o machismo, a LGBTfobia e o futebol moderno. Apesar das diferenças entre as duas torcidas, seja na forma de questionar as opressões que persistem no futebol e na sociedade brasileira, na representação na mídia jornalística e na própria articulação com instituições de poder e com movimentos sociais, nossos resultados indicam que ambas tensionam noções reiteradas no futebol brasileiro (como esporte e como prática do torcer) e demonstram que o esporte pode ser utilizado não só como um meio de sociabilidade, cultura e lazer, mas também como um espaço de luta.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0009-6922-5260
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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