Barreiras e facilitadores para acesso a métodos contraceptivos femininos na atenção primária à saúde no brasil – revisão sistemática

dc.creatorElis Regina Silva Pinheiro
dc.date.accessioned2025-02-18T14:47:02Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:03:34Z
dc.date.available2025-02-18T14:47:02Z
dc.date.issued2024-08-13
dc.description.abstractSexual and Reproductive Health (SRH) is a human rights prerogative and a priority action within Primary Health Care (PHC). However, the implementation of SRH still faces challenges in ensuring women's sexual and reproductive rights. SRH care is often insufficient, leading to high rates of unplanned pregnancies, unsafe abortions, and avoidable maternal deaths. This study aims to identify barriers and facilitators to accessing contraceptive methods in Brazil through a systematic review. The search strategy utilized MeSH terms and Boolean operators "or" and "and" and was adapted for major databases: PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, Cinahl, ProQuest, and the Virtual Health Library (VHL). The search was conducted in August 2023. Studies addressing reproductive planning and contraceptive use among women of reproductive age in Brazil were included, without restrictions on language or publication period. Initially, 2,043 studies were identified, resulting in 46 after the selection stages conducted by two independent researchers. The identified barriers were categorized as social and cultural; economic and financial; geographic; barriers related to knowledge, information, and user behavior regarding the choice and adherence to contraceptive methods; and access barriers due to shortages of supplies and health services. Facilitators included institutional, social, and family support; infrastructure resources; conveniences found in private services; the existence of protocols, work processes, teamwork, training programs; satisfaction with medical and nursing care; communication and information facilitation through social media; and legislation, public policies, free services, and Family Health Strategy (FHS ) coveragethat in the descriptive analysis, the latter were highlighted as the main facilitators, and the most significant barriers were linked to professional unpreparedness, bureaucratic work processes, and users' lack of knowledge and information. The methodological quality assessment was performed using the Joanna Briggs Institute's, with an average score of 9.5/10, 4.22/8, and 5.5/11 for qualitative, cross-sectional, andcohortstudies, respectively. A meta-analysis was possible only for the assessment of access barriers, conducted with six eligible studies (N = 3,460 participants), resulted in a meta-analytic measure of 20% (95% CI: 7%–37%, p = 0.00) with high statistical heterogeneity (I-squared of 98.50%). Therefore, the summary prevalence of access barriers to contraceptive care was 20%, possibly reflecting the very low quality of evidence, as per the GRID system, marked by high inconsistency and a high risk of publication bias. The low prevalence of access barriers demonstrated might be underestimated, given the high proportion of unplanned pregnancies, abortions, and the substantial prevalence of short-term and less effective contraceptive methods. This study emphasizes the need for investments in health policies to ensure the qualification of health professionals, the de-bureaucratization of access, and contraceptive care, which should be effectively and equitably organized for women in PHC. Keywords: Access to primary care; Family planning; Sexual and Reproductive Health; Health Services; Barriers (free term).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80171
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectAcesso à Atenção Primária
dc.subjectPlanejamento Familiar
dc.subjectSaúde Reprodutiva
dc.subjectServiços de Saúde
dc.subject.otherAcesso à atenção primária
dc.subject.otherPlanejamento familiar
dc.subject.otherSaúde sexual e reprodutiva
dc.subject.otherServiços de saúde
dc.subject.otherBarreiras
dc.titleBarreiras e facilitadores para acesso a métodos contraceptivos femininos na atenção primária à saúde no brasil – revisão sistemática
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Sônia Lansky
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5416870424580790
local.contributor.referee1Nágela Cristi ne Pinheiro Santos
local.contributor.referee1Stela Maris Aguiar Lemos
local.contributor.referee1Ana Valesca Fernandes Gilson Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1445699771211140
local.description.resumoA Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) é prerrogativa dos direitos humanos e ação prioritária da Atenção Primária à Saúde (APS). Contudo, a implementação da SSR ainda enfrenta desafios para assegurar os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. A assistência em SSR é frequentemente insuficiente, resultando em índices de gravidez não planejada elevados, abortamento inseguro e mortes maternas evitáveis. Este estudo tem o objetivo de identificar as barreiras e facilitadores de acesso a métodos contraceptivos no Brasil, por meio de revisão sistemática. A estratégia de busca utilizou os termos MeSH e operadores booleanos “or” e “and” e foi adaptada para as principais bases de dados: Pubmed, Embase, Scopus, Web of Science, Cinahl, Proquest, além da BVS. A busca foi realizada em agosto/2023. Foram incluídos estudos sobre planejamento reprodutivo e o uso de contraceptivos por mulheres em idade fértil no Brasil, sem restrição de idioma ou período de publicação. Inicialmente foram identificados 2043 estudos, resultando em 46, após as etapas de seleção realizada por dois pesquisadores independentes. As barreiras identificadas foram categorizadas como sociais e culturais; econômicas e financeiras; geográficas; barreiras de conhecimento, informação e comportamento das usuárias em relação à escolha e adesão aos métodos contraceptivos; barreira de acesso por falta de insumos e de acesso aos serviços de saúde. E os facilitadores incluíram o apoio institucional, social e familiar; recursos de infraestrutura; facilidades encontradas no serviço privado; existência de protocolos, processo de trabalho, trabalho em equipe, realização de capacitações; fatores relacionados à satisfação com o atendimento médico e de enfermagem e facilidades encontradas pela comunicação e informação por meio de mídias sociais, além de legislação, políticas públicas, gratuidade e cobertura da ESF; que, na análise descritiva, estes últimos correspondem aos principais facilitadores e as barreiras mais relevantes foram relacionadas ao despreparo profissional, processos de trabalho burocráticos, o desconhecimento e falta de informações das usuárias. A avaliação da qualidade metodológica foi realizada segundo proposta do Instituto Joanna Briggs com pontuação média de 9,5/10, 4,22/8 e 5,5/11 para os estudos qualitativos, transversais e coorte, respectivamente. A metanálise foi possível apenas na avaliação de barreiras de acesso, conduzida com os 6 estudos elegíveis (N = 3460 participantes), resultando em uma medida metanalítica de 20% (IC 95%: 7% - 37%, p = 0,00) com alta heterogeneidade estatística (I-quadrado de 98,50%). Portanto, a prevalência sumária de barreira de acesso à assistência em contracepção foi de 20%, possivelmente como consequência da qualidade da evidência considerada muito baixa, de acordo com o sistema GRADE, com alta inconsistência e viés de publicação altamente suspeito. A baixa prevalência de barreiras de acesso à assistência demonstrada pode estar subestimada, tendo em vista a proporção elevada de gestação não planejada, aborto e a alta prevalência de uso de métodos de curto prazo e menos efetivos. Este estudo ressalta que o investimento em políticas de saúde deve assegurar a qualificação dos profissionais de saúde, a desburocratização do acesso e a assistência em contracepção, que deve ser organizada de maneira efetiva e igualitária às mulheres na APS. Palavras-chave: Acesso à atenção primária; Planejamento familiar; Saúde Sexual e Reprodutiva; Serviços de Saúde; Barreiras (termo livre).
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência

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