Crisipo e Sêneca face à questão do tempo, ou, O tempo concebido como reflexo dos acontecimentos

dc.creatorMariana Monteiro Condé
dc.date.accessioned2021-01-25T11:26:42Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:01:58Z
dc.date.issued2020-07-13
dc.description.abstractThis study is a proposal of comparison between the Stoic conceptions of time in the thoughts of Chrysippus and Seneca. The origin of this research was an intuition that this topic has a special position in the philosophy of these authors, although its justification, as investigation, can only be given once the connection between both philosophers’ conceptions becomes explicit – and this is a long task. Hence, we aim to show that there is not only a possible dialogue between such perspectives, but also a complementarity between Chrysippus and Seneca’s accounts of time – insofar as both of them can, each in his own way, be of aid to shed light upon each other, as well as to enrichen a possible, even though diversified, stoic conception of time. Chrysippus, in the 3rd century BC Athens, offered a theory according to which the distinction between some aspects of time (χρόνος) would allow us, despite its continuous nature, to conceive it as an interval capable of reflecting happenings – thus enabling us the knowledge of the status of existent beings (SVF II 509); Seneca, in the Imperial Rome of the 1st century AD, would exemplify and validate Chrysippus’ strategy, by conceiving, in the philosophical issue of time, (tempus) the thought reflex of human existence, reason by which the recurrence of this topic in works such as the Epistulae Morales and De Brevitate Vitae would become a core strategy in favor of the awakening of moral and philosophical consciousness which stems from realizing human condition. In such a way that, although conflict between their conceptions enables to compreehend that both Chrysippus and Seneca begin from a common perspective – that time constitutes a reflex of happenings –, the nuances and points of divergence, according to the particularity of their methods and purposes, would lead, as a result, to a transition of perspectives in the stoic conception of time.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/34846
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subject.otherCrisipo
dc.subject.otherSêneca
dc.subject.otherTempo
dc.subject.otherEstoicismo
dc.titleCrisipo e Sêneca face à questão do tempo, ou, O tempo concebido como reflexo dos acontecimentos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Fernando Eduardo de Barros Rey Puente
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5292233628153573
local.contributor.referee1Aldo Lopes Dinucci
local.contributor.referee1Taynam Santos Luz Bueno
local.contributor.referee1Ricardo Salles
local.contributor.referee1Eduardo Boechat
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7878921530039549
local.description.embargo2022-07-13
local.description.resumoEste estudo consiste numa proposta de confronto entre as concepções estoicas de Crisipo e de Sêneca quanto à temática do tempo. Sua origem remonta à uma intuição de que esta temática ocupa posição destacada na filosofia destes autores, ainda que sua justificativa, enquanto investigação, tão somente possa se dar na medida em que a articulação entre suas concepções – a qual parece longe de estar dada – vier a ser explicitada. Assim, buscaremos mostrar que há não apenas uma relação de diálogo entre tais perspectivas, como, ainda, de complementaridade – na medida em que ambas poderiam, cada qual a seu modo, concorrer para esclarecer uma à outra, assim como para enriquecer uma possível, ainda que variegada, concepção de tempo estoica. Com efeito, assim como Crisipo erigiria, na Atenas do século III a.C, uma teoria conforme a qual a distinção de alguns dos aspectos do tempo (χρόνος) nos permitiria, conquanto sua natureza contínua, concebê-lo enquanto um intervalo capaz de refletir acontecimentos e, assim, nos dar a conhecer o estatuto dos existentes (SVF II 509); Sêneca, na Roma imperial do século I d.C, exemplificaria e validaria a estratégia de Crisipo, ao verter na questão filosófica do tempo (tempus) o reflexo pensado da existência, razão pela qual a recorrência desta temática em obras como as Epistulae Morales e o De Brevitate Vitae viria a se mostrar estratégia fundamental em favor do despertar da consciência filosófica e moral a partir da constatação da condição humana. De modo que, conquanto o confronto entre suas concepções permita depreender que tanto Crisipo quanto Sêneca partiriam de uma perspectiva comum – de que o tempo constitui reflexo dos acontecimentos – as nuanças e tônicas, em consonância com a particularidade de seus métodos e propósitos, que cada um deles vem a lhe impor, terminaria por indicar uma transição de perspectivas na concepção de tempo estoica.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-3027-2344
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia

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