O uso de um livro paradidático em aulas de Química: identificando práticas epistêmicas nos registros escritos dos estudantes
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O uso de livros paradidáticos possui potencialidades no sentido de favorecer ações dos estudantes que se aproximam do fazer científico, como por exemplo, construir dados, considerar diferentes fontes de dados, citar, dentre outras. Dessa forma, buscamos identificar práticas epistêmicas nos registros escritos produzidos pelos estudantes, a partir de uma sequência didática de caráter investigativo. Nesta sequência didática um livro paradidático foi utilizado como recurso para fundamentar a resolução do problema proposto. As atividades realizadas pelos estudantes ao longo da sequência foram utilizadas como fontes de produção de dados, e a Análise Textual Discursiva foi empregada para análise desses dados. O uso do livro paradidático associado a um problema pode ter oportunizado o surgimento das seguintes práticas epistêmicas: problematização, elaboração de hipóteses, planejamento da investigação, construção de dados, consideração de diferentes fontes de dados e o uso a linguagem representacional. De acordo com o tema e a característica do problema proposto era esperado que o uso da linguagem representacional fosse uma das práticas epistêmicas mais oportunizadas. No entanto, não foi isso o que aconteceu. Isso nos leva a inferir que os estudantes não percebem as visualizações usadas na Química como componentes dos argumentos, mas como um artefato usado para ilustrar esses argumentos. Contudo, o uso do livro paradidático associado a um problema pode favorecer práticas epistêmicas relacionadas principalmente à produção do conhecimento.
Abstract
Assunto
Química -- Estudo e ensino, Química -- Métodos de ensino, Química orgânica -- Estudo e ensino
Palavras-chave
Educação Química, Ensino Médio, Química Orgânica, Construção do conhecimento químico