"Mutum": do murmúrio à letra (ou a experiência do cinema como expansão do campo literário): do murmúrio à letra (ou a experiência do cinema como expansão do campo literário)

dc.creatorMírian Sousa Alves
dc.date.accessioned2019-08-10T04:31:21Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:31:13Z
dc.date.available2019-08-10T04:31:21Z
dc.date.issued2013-03-15
dc.description.abstractThis dissertation proposes a transposition from the theory of translation, as articulated by concrete poets, to the interface between literature and the cinema. Inthe course of the investigation of the relation between these two semiotic systems, this research notices that the encounter between literature and movies predates the emergence of narrative film and, therefore, it can be understood by means of alternative non-narrative perspectives. The investigation is built upon the analysisof the film Mutum (2007), by Sandra Kogut, which dialogues with the novel Campo geral (1956), by João Guimarães Rosa. Mutum actualizes Rosas text and, as a continuity of it, it allows the text to be reviewed through the realization of the film. As an eclipse, the films movement acts as a layer that, during a definite time, superimposes the literary text, giving it a new dimension: moving cuts of experience are added to the text. The analysis of the translating operation from Campo geral to Mutum points to the possibility of seeing cinematic experience as an expansion of literary space. Initially, the film Mutum is regarded here as a material transformation of Rosas novel. Afterwards, translation is regarded as a possibility of extension or continuity of the literary text. Finally, translation is seen as a process of subtraction or con-fusion. Curiously, the operation of subtracting the critical layers that coverthe text ultimately led the film to meet the writers poetry as a poetry of minus. Therefore, this dissertation starts with a perception of the film as a metamorphosis of the literary text and ends up by pointing to the filmic translation as a process that goes towards that which, despite all metamorphoses, keeps unchanged: the letter.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-95WJEE
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectKogut, Sandra
dc.subjectRosa, João Guimarães, 1908-1967 Campo geral Crítica e interpretação
dc.subjectTradução fílmica
dc.subjectCinema e literatura
dc.subjectMutum (Filme)
dc.subject.otherLetra
dc.subject.otherTradução
dc.subject.otherEclipse
dc.subject.otherImagem
dc.subject.otherTransformação
dc.title"Mutum": do murmúrio à letra (ou a experiência do cinema como expansão do campo literário): do murmúrio à letra (ou a experiência do cinema como expansão do campo literário)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Ines de Almeida
local.contributor.referee1Lucia Castello Branco
local.contributor.referee1Cesar Geraldo Guimaraes
local.contributor.referee1Ana Luiza Borralho Martins Costa
local.contributor.referee1Roberto Corrêa dos Santos
local.description.resumoEsta tese propõe uma transposição da teoria da tradução articulada pelos poetas concretistas para a interface entre a literatura e o cinema. Ao investigar a relação entre esses dois sistemas semióticos, esta pesquisa percebe que o encontro entre a literatura e o cinema antecede o surgimento do cinema narrativo e, portanto, pode ser pensado sob outras perspectivas, que não a narrativa. A análise é feita a partir do filme Mutum (2007), de Sandra Kogut, que dialoga com a novela Campogeral (1956), de João Guimarães Rosa. Mutum atualiza o texto rosiano e, como continuidade desse texto, permite que ele seja revisto através da realização do filme. Enquanto um eclipse, o movimento do filme age como uma camada que, durante um tempo definido, sobrepõe-se ao texto literário, e traz a ele nova dimensão: ao texto acrescenta cortes móveis da experiência. A análise da operação tradutória ocorrida de Campo geral a Mutum aponta para a possibilidade de a experiência do cinema ser vista como expansão do campo literário. Inicialmente, o filme Mutum é tratado por esta tese como uma transformação material da novela rosiana. Em seguida, aborda-se a tradução como possibilidade de extensão ou continuidade do texto literário e, finalmente, a traduçãoé vista como um processo de subtração ou con-fusão. Curiosamente, a operação de subtração das camadas críticas que revestem o texto acabou levando o filme a encontrar a poética do escritor mineiro enquanto uma poesia do menos. Portanto, esta tese parte de uma percepção do filme como metamorfose do texto literário e termina apontando para a tradução fílmica como um processo que caminha emdireção àquilo que, apesar de toda metamorfose, mantém-se inalterado: a letra.
local.publisher.initialsUFMG

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