Dinâmica do mercado de trabalho formal, migrações no emprego e o processo de reestruturação territorial no Brasil contemporâneo

dc.creatorRodrigo Nunes Ferreira
dc.date.accessioned2019-08-14T12:12:25Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:38:22Z
dc.date.available2019-08-14T12:12:25Z
dc.date.issued2006-06-23
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-752N5M
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTerritorialidade Brasil
dc.subjectMercado de trabalho
dc.subjectMigração Brasil
dc.subjectDesenvolvimento regional
dc.subject.otherdesenvolvimento regional
dc.subject.othermercado de trabalho formal
dc.subject.otherreestruturação territorial
dc.subject.othermigração
dc.titleDinâmica do mercado de trabalho formal, migrações no emprego e o processo de reestruturação territorial no Brasil contemporâneo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ralfo Edmundo da Silva Matos
local.contributor.referee1José Irineu Rangel Rigotti
local.contributor.referee1Ricardo Alexandrino Garcia
local.description.resumoAcompanhando tendências que nos países centrais já se manifestavam a partir da década de 1960. década de 1990, a economia brasileira passa por um profundo processo de reestrururação produtiya. Este novo contexto macroeconômico e político implicou em profundos impactos na organização territorial da economia - acentuando em determinados setores a desconcentração espacial da produção e incentivando a concentração dos ramos mais modernos - e no mercado de trabalho - crescente terciarização da estrutura ocupacional, aumento da informalidade e crescimento da importância das micro e pequenas empresas. Parte-se do suposto de que tais mudanças estruturais provocaram um reordenamento dos fluxos migratórios. Buscando comprovar tal hipótese, o objetivo deste trabalho é investigar a relação entre a geração de empregos formais na década de 1990 e início do século XXI e a dinâmica das migrações no mercado formal de trabalho no período 1995 e 2003. Como base para a pesquisa empírica, fez-se uma revisão da bibliografia que permitiu sintetizar as discussões sobre a dinâmica das estruturas regionais do Brasil no período recente. Na pesquisa empírica utiliza-se o recorte espacial da Rede de Localidades Centrais (RLC), sendo a principal fonte dos dados secundários a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Primeiramente apresentam-se as principais características da dinâmica espacial do mercado de trabalho formal no Brasil no período 1990-2002, precedida de uma breve análise, fundamentada na literatura, sobre o funcionamento do mercado de trabalho brasileiro nas últimas décadas. Utilizando-se do recorte espacial e da base de dados citados, a pesquisa busca investigar a questão da Migração e sua relação com as "novas territorialidades". Para destacar as potencialidades e limitações da base de dados, a Raismigra, é feita uma comparação entre os dados de migração dessa fonte com os dados censitários para as nove tradicionais regiões metropolitanas no período de 1995 e 2000. Tendo tomado este cuidado, após uma resenha das principais tendências da migração pontuadas pela literatura recente, inicia-se o estudo sobre a mobilidade geográfica de trabalhadores no mercado formal entre 1995 e 2003, utilizando-se o recorte regional e hierárquico da RLC. Entre as principias conclusões, destaca-se o maior dinamismo do mercado de trabalho das localidades fora das grandes aglomerações urbanas, que tem atraído mão-de-obra migrante. Confirma-se que novas estratégias migratórias que estão sendo construí das no Brasil contemporâneo, e que estas nem sempre têm os grandes centros urbanos, pelo menos os tradicionais, como referência de destino. Explorando as potencialidades oferecidas pela base de dados foi possível apresentar a migração como uma alternativa eficaz na manutenção ou melhoria dos rendimentos do trabalho, entretanto tal possibilidade mostrou-se diferenciada de acordo com o nível de instrução e local de origem ou destino dos imigrantes. Também foi possível estimar que o processo de terciarização é mais intenso entre os imigrantes que os não-migrantes. Entre os novos espaços da migração destaca-se a fração norte da RLC, que tem oferecido vantagens salariais à mão-de-obra imigrante no setor formal. Por outro lado, as tradicionais regiões metropolitanas do Centro-Sul permanecem como a melhor alternativa, em termos salariais, para a mão de obra mais instruída
local.publisher.initialsUFMG

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