Curar e remediar : profissionalização médica nos processos-crime da capital mineira (1897 - 1927)

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

André de Faria Pereira Neto
Rita de Cássia Marques

Resumo

A criminalização de terapeutas e de terapias não credenciadas durante o processo de profissionalização da medicina, no final do século XIX e nas primeiras décadas do XX, na capital mineira, é o objeto de estudo desta dissertação. Analisamos, à luz das novas abordagens da história cultural das ciências da saúde, os conflitos entre médicos e outros agentes da cura na disputa pela delimitação do conhecimento sobre a cura e pelo monopólio do mercado de trabalho. Nesse contexto, diversos terapeutas foram levados ao banco dos réus, acusados de violar os artigos 156, 157 e 158, que normatizavam o exercício da medicina. Tendo esses processos-crime como principal fonte, buscamos compreender a construção e a legitimação do campo de saber médico, realizadas por meio da desautorização dos terapeutas sem credenciamento. Ao mesmo tempo, investigamos como as atividades desses terapeutas foram impactadas pela ação do Judiciário e pela organização política dos médicos. Destarte, propomos uma análise da documentação judicial com o objetivo de aprofundar a compreensão do universo das práticas de cura cerceadas pela lei, seja por sua incompatibilidade com o discurso da ciência acadêmica, seja pelo fato de não serem exercidas por médicos devidamente diplomados.

Abstract

Assunto

História - Teses, Ciência - História - Teses, Medicina - História - Teses

Palavras-chave

História das ciências da saúde, profissionalização médica, Belo Horizonte

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