Correlação entre patência nasal e achados polissonográficos em criança respiradoras orais
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Helena Maria Gonçalves Becker
Sergio veloso Brant Pinheiro
Letícia Paiva Franco
Ricardo Neves Godinho
Sergio veloso Brant Pinheiro
Letícia Paiva Franco
Ricardo Neves Godinho
Resumo
Devido às repercussões negativas da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) em crianças, essa condição deve ser ativamente investigada. SAOS está associada ao maior risco de complicações pós-operatórias nas adenotonsilectomias, alterações ortodônticas, fonoaudiológicas, posturais, prejuízo de crescimento e desenvolvimento infantil. Realizar a Polissonografia (PSG) permite diagnóstico e tratamento precoce da SAOS, especialmente nos casos graves. Identificar quais crianças com Síndrome do respirador oral (SRO) apresentariam SAOS e deveriam ser submetidas à PSG, continua um desafio, pois a avaliação clínica não apresenta acurácia diagnóstica. Apesar de incorporada ao Sistema único de saúde (SUS), a PSG continua sendo um exame de difícil acesso, principalmente para o atendimento pediátrico. O objetivo deste estudo é avaliar a correlação entre os achados da Rinomanometria (RNM), por meio da medida objetiva de resistência nasal e os achados de SAOS de crianças respiradoras orais. Foram avaliadas 38 crianças com SRO, no ambulatório do Respirador Oral, por equipe multidisciplinar, incluindo avaliação fonoaudiológica, ortodôntica, submetidas à exame otorrinolaringológico, teste alérgico, além de endoscopia nasal, Rinomanometria e PSG. A primeira Tabela mostra as estatísticas descritivas das variáveis qualitativas do estudo, no qual 47,4% das crianças eram do sexo masculino e 52,6% do sexo feminino. Em relação à patência nasal, 63,2% apresentavam normalidade nos resultados, enquanto em relação aos eventos de apneia e hipopneia obstrutivos, apenas 18,4% eram normais. Isso mostra que os exames analisados não podem ser comparados. As demais variáveis, do banco de dados, são quantitativas e em virtude da não normalidade são apresentadas em forma de mediana e quartis e estão representadas em Tabela. Para comparar os quatro grupos de Índice de apneia e hipopneia obstrutiva (IAHO), com relação a resistência nasal total, aplicou-se um teste de comparação, que identificou que não existe evidência de diferença entre eles (p = 0,219). Na comparação entre os dois grupos, a única diferença significativa foi no índice de despertares que é, estatisticamente, menor no grupo com IAHO, menor que 1. A correlação de Spearman mostra que não existe correlação entre resistência nasal e índice de despertares (p > 0,05). Por fim, a curva Receiver Operator Characteristics (ROC) tem a intenção de encontrar um ponto de corte na variável de resistência nasal que separe os indivíduos com Índice de Apnéia e Hipopneia Obstrutiva (IAHO) normal dos alterados. Um ponto ótimo da curva (apesar do valor da área estimada não ser significativo p = 0,207),
seria o ponto de corte de resistência nasal de 0,2935 com 74,2% de sensibilidade e 57,1% de especificidade. A área sob a curva foi de 0,654 (IC 95%: 0,466 – 0,843). Apesar de ser uma boa ferramenta para avaliar a patência nasal, a RNM mostrou fraca concordância com IAHO para definir SAOS, não sendo confiável para avaliar as crianças que necessitam ser submetidas à PSG.
Abstract
Assunto
Apneia Obstrutiva do Sono, Polissonografia, Rinomanometria, Respiração Bucal, Obstrução Nasal
Palavras-chave
Síndrome da apnéia obstrutiva do sono, Polissonografia, Rinomanometria, Criança