A construção de narrativas em museus de ciências contemporâneos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Shirley Aparecida de Miranda
Lana Mara de Castro Siman
Yurij Castelfranchi
Ermelinda Moutinho Pataca

Resumo

Museus contam histórias. Os roteiros expositivos, idealizados por curadores/as das exposições, são narrativas que envolvem alegorias, cenários e percursos. Apropriados pelas visitas mediadas, esses cenários servirão para contar novas histórias. Esta pesquisa procurou analisar as narrativas de três museus de ciência de “última geração”, buscando identificar as representações cientificistas que perpassam as propostas de curadores/as, os conteúdos exibidos nas exposições e as noções apresentadas pelos mediadores/as, nas visitas guiadas. Foram escolhidos dois museus brasileiros – o Espaço do Conhecimento UFMG, em Belo Horizonte (MG), e o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ) – e o Museu das Confluências, situado em Lyon, França. Partimos do pressuposto que essas três dimensões do museu – curadoria, exposição e mediação – atendem a diferentes interesses e compromissos e, portanto, não são uníssonos. Nossas hipóteses de pesquisa foram: 1) a de que, apesar de serem museus criados recentemente, com propostas mais críticas, criativas e sensíveis à interação da ciência com a sociedade, não conseguem se livrar inteiramente da perspectiva cientificista; e 2) que essas expressões do cientificismo se manifestam diferentemente no discurso da concepção (projetos e entrevistas com curadores/as), na exposição (seleção dos recursos expográficos, dos percursos expositivos e dos textos expostos e veiculados) e na mediação (forma como são apresentadas ao público visitante). Para orientar nossas análises, construímos cinco grandes narrativas sobre a ciência, que nos serviram como indicadores, a partir do agrupamento de atributos cientificistas. São elas: a Narrativa da Objetividade, a Narrativa do Progresso, a Narrativa Instrumentalista/Salvacionista, a Narrativa Espetacular e a Narrativa Transcendental/Sacralizadora. Como procuramos discutir na análise dos resultados levantados e descritos nesta tese, há vários elementos cientificistas dispersos, sobretudo no âmbito da exposição e mediação. Conforme buscamos argumentar, mesmo sendo contemporâneos e querendo ampliar as perspectivas numa noção de sociedade, incluindo uma relação menos depreciativa com conhecimentos, tradições e perspectivas não científicas, os museus de ciências de “última geração” não se afastam das narrativas hegemônicas. Todavia, destacamos a presença, nas três dimensões apresentadas, de aspectos que favorecem a crítica e a reflexão sobre a ciência. Acreditamos que as análises desenvolvidas nesta pesquisa, ao detalhar aspectos sutis da abordagem da ciência, nos três museus selecionados, poderão contribuir com a revisão crítica de práticas discursivas tanto em museus de ciência como em ações de divulgação científica e no ensino de ciências, de uma forma geral.

Abstract

Assunto

Educação, Ciências - Estudo e ensino, Museus, Museus - Exposições

Palavras-chave

Cientificismo, Museus de ciências, Curadoria, exposição e mediação, Educação e Ciências

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