Excisão assistida a vácuo (VAE): uma abordagem percutânea possível para o tratamento de carcinomas de mama iniciais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

Título alternativo

Vacuum assisted excision (VAE): a possible percutaneous approach for early breast carcinomas

Primeiro orientador

Membros da banca

Débora Balabram
Gustavo Machado Badan
Bertha Andrade Coelho
Eduardo Carvalho Pessoa
Clecio Enio Murta de Lucena

Resumo

Introdução: Esse estudo consiste em uma análise retrospectiva para avaliar o desempenho da excisão assistida a vácuo (VAE) e da biópsia assistida a vácuo (VAB) no tratamento percutâneo local do câncer de mama de baixo/intermediário risco comparado ao tratamento cirúrgico convencional. Objetivo: Avaliar o potencial da VAE para o tratamento percutâneo do câncer de mama. Materiais e métodos: Em um único serviço da cidade de Belo Horizonte (clínica Redimama), no período de 13/04/2017 a 28/11/2020, foram realizadas 1061 VAB/VAE com finalidade diagnóstica para confirmação ou exclusão de malignidade em lesões suspeitas da mama categoria 4 e 5 BI-RADS. Nessa amostra foram identificados 116 casos de carcinomas invasores de mama (CI) ou carcinomas ductais in situ (CDIS) com dados histológicos completos da VAB/VAE e da ressecção cirúrgica para tratamento local definitivo do câncer de mama. A ressecção cirúrgica posterior à VAB/VAE foi definida como ressecção completa (RC) quando não havia tumor residual (invasor ou in situ) no espécimen cirúrgico, doença residual mínima (DRM) se havia tumor residual (invasor ou in situ) ≤ 3 milímetros, doença residual grosseira (DRG) se tumor residual maior que 3 milímetros e upgrade de CDIS na VAB/VAE para carcinoma invasor no espécimen cirúrgico. As pacientes dos grupos RC e DRM foram avaliadas em conjunto e a união dos dois grupos foi denominada potencialmente ressecável e tratável percutaneamente (PRTP). Os grupos DRG e upgrade também foram unidos e nomeados não elegíveis para tratamento percutâneo. Fatores preditivos para PRTP foram avaliados. Resultados: A média de idade das pacientes foi 55,6 anos (20-91, DP 12,27). RC foi evidenciada em 29/116 casos (25%), DRM em 18/116 casos (15,5%), DRG em 64/116 casos (55,2%) e 5/116 casos tiveram upgrade de CDIS para carcinoma invasor (4,3%). Os grupos combinados foram representados por 47/116 casos de PRTP (40,5%) e 69/116 casos de tumores não elegíveis para tratamento percutâneo (59,5%). Dos 77 tumores menores ou iguais a 10 milímetros, 45 (58,5%) eram PRTP. Análise univariada evidenciou 15 fatores com significância estatística para PRTP. Análise multivariada evidenciou significância estatística para VAE (p = 0,008, OR: 4,4, IC 95%), grau nuclear baixo ou intermediário (p < 0,001, OR 12,5, IC 95%) e tamanho tumoral final (T) menor ou igual a 10 milímetros (p < 0,001, OR: 50,1, IC 95%) para PRTP. Se um CDIS ou CI de grau nuclear baixo ou intermediário menor ou igual a 10 milímetros foi submetido a uma VAE, a chance de PRTP foi de 84.58%. Conclusão: CI pT1a/b de baixo ou intermediário grau nuclear poderia ser PRTP quando submetido a VAE e esse grupo deveria ser considerado como critério de inclusão de estudos prospectivos randomizados.

Abstract

Assunto

Neoplasias da Mama, Biópsia por Agulha, Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos, Dissertação acadêmica

Palavras-chave

Neoplasias da mama, Biópsia por agulha, Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, excisão assistida a vácuo

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