Efeito antinociceptivo da toxina PnTx4(6-1), isolada do veneno da aranha Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891)

dc.creatorBruna Luiza Emerich Magalhães
dc.date.accessioned2020-12-17T11:45:52Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:10:41Z
dc.date.available2020-12-17T11:45:52Z
dc.date.issued2013-02-26
dc.description.abstractThe venom of the “armed” spider Phoneutria nigriventer has several biologically active components including peptides, proteins, amino acids, salts etc. The symptoms resulting from this animal’s bite comprise local pain, arousal, salivation, lacrimation, priapism, seizures and spastic and flaccid paralysis of the anterior and posterior limbs. The toxin PnTx4(6-1), isolated from the PhTx4 fraction of these venom, is a single chain polypeptide composed of 48 amino acid residues, with a mass of 5244.6 Da. This polypeptide was initially described as a neurotoxin insecticide. PnTx4(6-1) appears to bind to site 3 of sodium channels in nerve cord synaptosomes of cockroach (Periplaneta americana) and slow down inactivation of sodium current in isolated axon of insect, without affecting sodium channels of skeletal muscle (rSKM1) and brain (rBIIA), both of rats. This result corroborated previous assays in which the intracerebral injection of the toxin (up to 30μg) in mice caused no apparent toxicity. The present study evaluated the antinociceptive effect of the PnTx4(6-1) in three experimental pain models, using the test paw withdrawal, subjected to compression (Randall & Selitto, 1957). The hyperalgesia in inflammatory pain model was caused by intraplantar injection of 250 μg of carrageenan. When administered in the same place, after an interval of two hours and thirty minutes, PnTx4(6-1) (5 μg) was able to restore the nociceptive threshold of the animals. The hyperalgesia in nociceptive pain model, was evoked by intraplantar injection of 2 μg of prostaglandin E2 (PGE2). The central administration of PnTx4(6-1) by intrathecal injection caused a dose-dependent antinociceptive effect against the hyperalgesia induced by PGE2. Briefly, a dose of 100 pmoles was able to raise the nociceptive threshold of the paw of rats, and the doses of 200 and 400 pmoles totally reversed the hyperalgesic effect evoked by PGE2, with duration of 30 minutes. The measurements in the contralateral paw revealed that PnTx4(6-1), when centrally administered, does not alter the nociceptive threshold of the paw untreated. Concerning to the neuropathic pain model the toxin (100 pmoles) reversed, lasting ten minutes, the hyperalgesia evoked by constriction of the sciatic nerve. This research with PnTx4(6-1) indicates a strong therapeutic potential to this molecule as a possible model to new analgesic.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.description.sponsorshipFAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/34532
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNociceptividade
dc.subjectVenenos de Aranha
dc.subjectPhoneutria nigriventer
dc.subject.otherToxina de aranha
dc.subject.otherPnTx4(6-1)
dc.subject.otherNocicepção
dc.subject.otherPhoneutria nigriventer
dc.titleEfeito antinociceptivo da toxina PnTx4(6-1), isolada do veneno da aranha Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Igor Dimitri Gama Duarte
local.contributor.advisor1Maria Elena de Lima Perez Garcia
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5642915270924367
local.contributor.referee1Janetti Nogueira de Francischi
local.contributor.referee1Alessandra Cristine de Souza Matavel
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7998814273403834
local.description.resumoA peçonha da aranha Phoneutria nigriventer, conhecida como “aranha armadeira”, possui diversos componentes biologicamente ativos. Entre os sintomas decorrentes da picada desse animal destacam-se dor local, excitação, salivação, lacrimejamento, priapismo, convulsão e paralisia flácida e espástica dos membros anteriores e posteriores. A toxina PnTx4(6-1) foi isolada da fração PhTx4 deste veneno, sendo um polipeptídeo de cadeia única composto por 48 resíduos de aminoácidos, cuja massa é de 5244,6 Da. PnTx4(6-1) foi inicialmente descrita como uma neurotoxina inseticida, que liga-se ao sítio 3 de canais para sódio em sinaptossomas de barata (Periplaneta americana). Entretanto, canais para sódio de músculo esquelético (rSKM1) e cérebro (rBIIA), ambos de ratos, não foram alvos da toxina PnTx4(6-1). Estes resultados corroboraram resultados anteriores em que a injeção intracerebral da toxina purificada (15 e 30 μg), em camundongos, não provocou toxicidade aparente. O presente estudo avaliou o efeito antinociceptivo da toxina PnTx4(6-1) frente a hiperalgesia evocada por carragenina, prostaglandina E2 e por constrição do nervo ciático. A atividade antihiperalgésica foi avaliada pelo teste de retirada da pata do rato submetida à compressão, descrito originalmente por Randall & Selitto, em 1957. A hiperalgesia no modelo de dor inflamatória foi causada pela injeção intraplantar de 250 μg de carragenina. Quando administrada no mesmo local, após intervalo de duas horas e trinta minutos, a toxina PnTx4(6-1) (5 μg) foi capaz de restaurar o limiar nociceptivo da pata dos animais. A hiperalgesia, no modelo de dor nociceptiva, foi evocada pela injeção intraplantar de 2 μg de prostaglandina E2. A administração central da toxina, por injeção intratecal, causou um efeito antinociceptivo dose-dependente. As doses de 200 e 400 pmoles reverteram totalmente o efeito hiperalgésico evocado por prostaglandina E2, tendo duração de 20 minutos. Medidas na pata contralateral revelaram que PnTx4(6-1), quando administrada pela via intratecal, não altera o limiar nociceptivo da pata não tratada. Com relação ao modelo de dor neuropática a toxina na dose de 100 pmoles reverteu, com duração de dez minutos, a hiperalgesia evocada por constrição do nervo ciático. A investigação das propriedades biológicas das toxinas animais e a perspectiva de sua utilização para o alívio da dor demonstram forte potencial terapêutico.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação_Bruna Luiza Emerich Magalhães.pdf
Tamanho:
2.15 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: