Desmantelando o lado escuro do “Cidadão de Bem”: contribuições decoloniais em tempos de bolsonarismo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dismantling the dark side of the “Good Citizen”: decolonial contributions in times of Bolsonarism

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Esse artigo é resultado de reflexões transdisciplinares que colaboraram com uma compreensão psicossocial do bolsonarismo e da resistência a ele no Brasil. Através da análise de narrativas dispersas no cotidiano público, traçamos alguns eixos de análise-intervenção para o fenômeno da adesão a esse conservadorismo à brasileira embebido em passado, mas atravessado por uma nova semântica da política ocidental-colonial vigente. O bolsonarismo, nesse sentido, aponta para uma atmosfera psicossocial sustentada a partir de uma cisão sujeito/sociedade que produz discursos e posições autoritárias imersas em um projeto de vingança que ora parece se aproximar de sua realização. Ademais, as questões referentes as experiências emancipatórias que envolvem os marcadores de classe, gênero, raça, sexualidade e território parecem estar no bojo das reivindicações pró e contra o bolsonarismo. Apostamos, então, em uma práxis, psicossocialmente, engajada que possa assumir, a partir das matrizes históricas de resistência política dos latino-brasileiros, uma das amplas frentes anti-bolsonarista.

Abstract

This article is the result of transdisciplinary reflections that collaborated with a psychosocial understanding of Bolsonarism and resistance to it in Brazil. Through the analysis of dispersed narratives in public daily life, we outline some axes of analysis-intervention for the phenomenon of adherence to this Brazilianstyle conservatism embedded in the past but crossed by a new semantics of the current Western-colonial policy. Bolsonarism, in this sense, points to a psychosocial atmosphere sustained from a subject/society split that produces discourses and authoritarian positions immersed in a project of revenge that now seems to be approaching its realization. In addition, issues related to emancipatory experiences involving markers of class, gender, race, sexuality and territory seem to be at the heart of claims for and against Bolsonarism. We bet, then, on a psychosocially engaged praxis that can assume, from the historical matrices of political resistance of Latin Brazilians, one of the broad anti-Bolsonarist fronts.

Assunto

Psicologia Social, Ciência Política, Descolonização

Palavras-chave

Psicologia social, Ciência Política, Descolonização

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https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/article/view/15644

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