Eventos sedimentares do Quaternário e evolução morfodinâmica do Vale do Rio Conceição - Quadrilátero Ferrífero/MG

dc.creatorLuiz Fernando de Paula Barros
dc.date.accessioned2019-08-13T11:40:35Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:25:33Z
dc.date.available2019-08-13T11:40:35Z
dc.date.issued2011-12-12
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-8RBKE9
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAluvião Quadrilátero Ferrífero (MG)
dc.subjectSedimentação e depósitos Quadrilátero Ferrífero (MG)
dc.subjectConceição, Rio, Vale (MG)
dc.subjectQuadrilátero Ferrífero (MG) Clima
dc.subjectLuminescência
dc.subject.otherclima
dc.subject.otherníveis e sequências deposicionais aluviais
dc.subject.otherLuminescência Opticamente Estimulada (LOE)
dc.subject.otherneotectônica
dc.titleEventos sedimentares do Quaternário e evolução morfodinâmica do Vale do Rio Conceição - Quadrilátero Ferrífero/MG
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Antonio Pereira Magalhaes Junior
local.contributor.referee1Andre Augusto Rodrigues Salgado
local.contributor.referee1Ricardo Diniz da Costa
local.contributor.referee1Paulo de Tarso Amorim Castro
local.description.resumoVários estudos de levantamento e análise de níveis e seqüências deposicionais aluviais vêm sendo realizados no Quadrilátero Ferrífero (QF), importante domínio geológicogeomorfológico da região central de Minas Gerais. No entanto, praticamente todos esses estudos se dedicaram a análise de vales fluviais das bacias dos rios das Velhas e Paraopeba,havendo uma lacuna de estudos pormenorizados na área correspondente à bacia do Rio Doce. A presente dissertação discute a evolução do vale do Rio Conceição, inserido na bacia do Rio Doce e localizado na porção nordeste do QF. Procurou-se destacar a cronologia da sedimentação quaternária e seus prováveis condicionantes estruturais, tectônicos, climáticos eantrópicos. Pretende-se, contribuir para a construção de um quadro regional da dinâmica fluvial no QF. As investigações envolveram: (i) levantamento e descrição de perfis aluviais em campo; (ii) coleta de sedimentos para datação por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE), análises granulométricas e petrográficas; e (iii) análises morfométricas do sistemafluvial. Foram identificados oito níveis deposicionais aluviais, sendo dois de planície de inundação (N1 e N2, com estratigrafia diferenciada), um nível de terraço (N3) e cinco níveis deposicionais aluviais já descaracterizados morfologicamente (N4 a N8). A análise da organização desses níveis deposicionais, de sua distribuição no vale e de suas seqüênciasdeposicionais permitiu a constatação de importantes eventos tectônicos e climáticos. Foram tomados como indícios de condicionamento tectônico na evolução fluvial o escalonamento dos níveis aluviais, desvios fluviais, armadilhas de sedimentos, basculamentos e anomalias morfométricas, os quais estão associados, muitas vezes, a uma rica matriz estrutural herdadade ciclos geotectônicos do Pré-Cambriano. A formação cíclica de níveis aluviais com fácies de seixos cimentadas por óxidos-hidróxidos de ferro pode ser relacionada a oscilações climáticas, as quais provavelmente foram de caráter regional, já que materiais semelhantes são observados em diferentes vales do QF. Por outro lado, esse material também pode ter seformado em períodos de maior estabilidade tectônica, em razão do maior tempo de permanência das águas. Assim como no vale do Rio Conceição, em todos os vales já estudados da bacia do alto Rio das Velhas a seqüência deposicional mais recente é marcada pelo domínio da fração areia, contrastando com os depósitos argilo-siltosos das seqüencias mais antigas. Isso estaria ligado a danos da histórica ocupação antrópica na área, que remonta ao século XVIII. No entanto, diferenças marcantes são encontradas entre a evolução do vale do Rio Conceição e a evolução de outros vales do QF: nos vales da bacia do alto Rio das Velhas, principalmente, há um número menor de níveis deposicionais. Por outro lado, níveisaluviais a 60-80 m de altura das calhas atuais são recorrentes no QF, idicando que provavelmente toda a área responde com o encaixamento da drenagem a um soerguimento regional, porém em alguns vales os registros não foram preservados. As idades obtidas por LOE foram analisadas com cautela, pois algumas se mostraram incoerentes com fatos geológicos e geomorfológicos.
local.publisher.initialsUFMG

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