Suplementação aguda de capsaicina e o desempenho no taekwondo
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Guilherme Giannini Artioli
Luciano Sales Prado
Luciano Sales Prado
Resumo
Objetivo: O estudo tem como objetivo investigar o efeito agudo da suplementação de
capsaicina no desempenho do Taekwondo. Métodos: O delineamento experimental utilizado
no presente estudo foi cruzado e duplo-cego, controlado por placebo. Foram realizados quatro
encontros, sendo os dois primeiros destinados a apresentação, caracterização e familiarização
dos voluntários e foram separados por 48 horas, e os dois últimos encontros foram destinados
às condições experimentais e foram separados por 1 semana de intervalo. Participaram do
estudo 13 atletas de Taekwondo com idade média de 24,8 ± 10,6 anos, experiência de
treinamento de 6,54 ± 4,27 anos na modalidade, massa corporal total média de 64,5 ± 10,9 kg,
percentual de gordura médio de 9,83 ± 3,47% e estatura média de 171 ± 9,16 cm. Os atletas
realizaram a familiarização do Stroop test somente, pois eram familiarizados nos demais
testes físicos. Os voluntários foram submetidos a duas condições experimentais de
suplementação: capsaicina (12mg) (CAP) ou Placebo (50mg amido) (PLA). Os testes
aplicados no presente estudo foram Multiple Frequecy of Kick Test (FSKTmult), Salto
com-contramovimento (SCM) Stroop test. Para as análises das variáveis Biopsicológicas
foram utilizadas as escalas de percepção subjetiva de esforço (PSE), assim como a PSEsessão
e escala de recuperação percebida. Para análises das variáveis fisiológicas foram avaliados o
Lactato e Glicemia capilar, variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e frequência cardíaca
máxima e de repouso (FCmáx e FCRep). Também foi realizado o recordatório alimentar. As
condições experimentais ocorreram da seguinte forma: os voluntários ingeriram as cápsulas
45 minutos antes dos testes, e após o tempo estipulado para efeito das substâncias, foi
registrada a variabilidade da frequência cardíaca e em seguida iniciado o aquecimento seguido
dos protocolos de testes: três saltos com contramovimento, seguidos de três séries de
FSKTmult, intercaladas pelo Stroop test. Resultados: Entre as condições experimentais, nos
testes FSKTmult, não houve diferenças significativas para o número de chutes por série
(PLA: 87,44 ± 8,306 e CAP 88,49 ± 7,843 p= 0,7229, d= 0,129), número de chutes totais
(PLA: 262,5 ± 19,73 e Nº de chute CAP: 265,2 ± 24,84, p= 0,4872 d= 0,8395), e índice de
fadiga (PLA: 7,704 ± 3,969 e CAP: 7,623 ± 4,015 p = 0,42, d = 0,02). Também não houve
diferença significativa para as médias da altura do salto (PLA: 36,97 ± 10,86 e CAP: 37,25 ±
10,31; p= 0,7612, d= 0,02), potência máxima relativa (PLA: 23,7 ± 6,70 e CAP: 23,8 ± 6,35;
p = 0,8202, d = 0,02) e potência média relativa (PLA: 10,5 ± 3,59 e CAP: 10,5 ± 3,45; p =
0,99, d = 0). Não foram identificadas diferenças ao analisar o tempo de reação (PLA: 881,9 ±
176,2 e CAP: 929,9 ± 201,7, p = 0,4904, d = 0,3) no Stroop test, entretanto houve diferença
significativa entre os Stroop test (Stroop test 1: 929.9 ± 201.7 ms e Stroop test 2: 881.9 ±
176.2 ms). Analisando as variáveis biopsicológicas Escala de recuperação percebida. (PLA:
8,00 ± 1,78 e CAP: 7,38 ± 2,26, p = 0152, d = 0,3), PSE em cada rodada das sérires do
FSKTmult (PLA: 6,538 ± 2,512 e CAP: 6,538 ± 2,475, p= 0,9999 e d= 0) e PSEsessão (PLA:
142 ± 50,0 e CAP: 143 ± 44,6, p = 1, d = 0,02) não foram encontradas diferenças. A variável
fisiológica VFC, não apresentou diferença RMSSD (PLA: 81,0ms ± 39,2 e CAP: 79,7ms ±
48,3, p= 0,866, d= 0,02), Intervalo RR (PLA: 1054ms ± 158 e CAP: 998ms ± 170, p = 0,192,
d=0,34). As variáveis lactato sanguíneo (PLA: 5,912 ± 4,992 e CAP: 6,285 ± 4,898, p=
0,9999, d = 0,07) e glicose sérica (PLA: 105,2 ± 15,31 e CAP: 104,1 ± 17,76, p= 0,9953, d =
0,06) não apresentaram diferenças. Por fim, houve diferença apenas para a variável FCmáx
(PLA: 175 ± 14,4bpm e CAP: 180 ± 12,3bpm p= 0,031, d= 0,678), não apresentando
diferença para a FCRep (CAP: 57.5± 7.71 bpm e PLA: 59.7 ± 7.58 bpm). Conclusão: A
suplementação aguda com 12mg de capsaicina pode não ser eficaz para melhorar o
desempenho físico geral e específico, assim como a função cognitiva, de atletas de
Taekwondo.
Abstract
Assunto
Suplementos nutricionais, Tae-Ken-do, Desempenho
Palavras-chave
Frequência Cardíaca, Taekwondo, Potência, Capsaicina
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