Trombose de veia porta após cateterismo venoso umbilical: revisão da epidemiologia, profilaxia, diagnóstico, tratamento e prognóstico
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Eleonora Druve Tavares Fagundes
Thais Costa Nascentes Queiroz
Thais Costa Nascentes Queiroz
Resumo
A obstrução extra-hepática da veia porta é uma das principais causas de hemorragia digestiva alta em crianças. Estudos sobre sua fisiopatologia revelam que um dos principais fatores de risco é a história de cateterismo umbilical venoso no período neonatal. Existem poucos dados sobre a incidência, a prevalência, os fatores de risco e os efeitos do tratamento da trombose de veia porta nesse período. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão da literatura e achar as evidências mais relevantes e atuais. Foi feito uma busca nos sistemas de dados MEDLINE, PUBMED, Elsevier, Web of Science, Scielo e Lilacs sendo incluído artigos em português e inglês. A incidência de trombose de veia porta após cateterismo umbilical varia de 1-43% dependendo do desenho do estudo, da população estudada e do momento de realização do ultrassom. Os principais fatores de risco associado são sepse e permanência do cateter por tempo prolongado. Ainda não é claro se o tratamento com anticoagulação interfere no desfecho a longo prazo. Se optado pelo tratamento este deve ser feito com heparina reservando o ativador tissular do plasminogênio apenas para casos com trombos ameaçadores a vida ou que comprometem algum órgão ou membro. A evolução é em geral benigna, porém cerca de 3% dos casos evoluem com obstrução extra-hepática da veia porta e hipertensão portal.
Abstract
The extrahepatic obstrutction of the portal vein is one of the most important causes of upper gastrointestinal bleeding in childrens. Studies about its physiopathology reveals that umbilical vein catheterization during the neonatal period is one of the most relevant risk fator. There are few data on the incidence, prevalence, risk factors and the effect of treatment of portal vein thrombosis in the newborn. The objective of this paper is to perform a literature review and find the most relevant and current evidence. It was conducted a search in the database of the MEDLINE, PUBMED, Elsevier, Web of Science, Scielo e Lilacs and included articles in portuguese and english. The incidence of portal vein thrombosis after umbilical vein catheterization varies from 1% to 43% depending on the population, the moment of the ultrassound and the design of the study. The main risk factors are sepsis and longtime of catheterization. It is still not clear if the treatment with anticoagulation, either heparin or tissue plasminogen activator, changes the prognosis. If chooses to treat, it should be done with heparin; the thrombolysis reserved for the cases where there is limb, organ, or life threatening thromboses. Spontaneous regression of neonatal portal vein thrombosis is common but about 3% of these pacients progress to extrahepatic obstruction of the portal vein and portal hipertension.
Assunto
Gastroenterologia, Pediatria
Palavras-chave
Obstrução extra-hepática da veia porta, Cateterismo umbilical venoso, Recém-nascidos, Trombose de veia porta