A carne mais barata do mercado é a carne negra: um estudo com histórias de vida de trabalhadores industriais negros

dc.creatorMatheus Arcelo Fernandes Silva
dc.date.accessioned2019-08-11T08:36:34Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:50:12Z
dc.date.available2019-08-11T08:36:34Z
dc.date.issued2018-02-16
dc.description.abstractThis dissertation aimed the analysis and comprehension of how racial relations are manifested and experienced by black industrial workers, based on their life histories. Using a qualitative approach, the study relied on life histories narrated by two black workers, Leila and Clovis. The perspective adopted for the life histories was the psycho-sociology, which is not an individualizing theory, because it considers social aspects that permeate relations between individuals and mark their lives from dialectical mediations. Thus, it is not possible to say that it is a structural perspective, insofar as the individual also changes the structure, just as it is possible that the structure influences it (BARROS; LOPES, 2013). As a complementary form, these narratives were categorized and analyzed with the french approach of discourse analysis which does not fail to consider the social conditions of production nor the ideological aspects presents in the discourses (FIORIN, 2005). The idea defended is that racism is a structural element, which does not only represent a moral and individualistic dysfunction, but presents itself in a distinct way in the life of the black people, who mediate in relation to the theme. As Gonzalez (1984) points out, when inquiring about how we arrived at this scenario of racial discrimination, its stand out that we never really left it, so it is important to understand the socio-historical elements that marked the construction of race relations in Brazil. In addition, understanding the specificities of racism in Brazil demonstrates its often perverse character from the denial of a scenario of racial inequalities, especially from the myth of racial democracy. The research results reinforce the growing need for racial debate in Brazil and the need to think about articulated discrimination elements, as well as the possibilities that the use of life histories could represent
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-B3GN7A
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAdministração
dc.subject.otherRelações raciais
dc.subject.otherTrabalhadores industriais
dc.subject.otherHistória de vida
dc.titleA carne mais barata do mercado é a carne negra: um estudo com histórias de vida de trabalhadores industriais negros
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Luiz Alex Silva Saraiva
local.contributor.referee1Alessandra de Sá Mello da Costa
local.contributor.referee1Fernanda Tarabal Lopes
local.contributor.referee1Josiane Silva de Oliveira
local.description.resumoEssa dissertação teve como objetivo compreender e analisar como as relações raciais se manifestam e são vivenciadas por trabalhadores industriais negros, a partir de suas histórias de vida. Utilizando uma abordagem qualitativa, o estudo se valeu de histórias de vida narradas por dois trabalhadores metalúrgicos negros, Leila e Clóvis. A perspectiva adotada para as histórias de vida foi a da psicossociologia, não se trata de uma teoria individualizante, pois considera aspectos sociais que permeiam as relações entre os indivíduos e marcam suas vidas a partir de mediações realizadas de forma dialética. Sendo assim, tampouco é possível dizer que se trata de uma perspectiva estrutural, na medida em que o indivíduo também altera a estrutura, assim como é possível que a estrutura o influencie (BARROS; LOPES, 2013). Como uma forma complementar, essas histórias foram categorizadas e analisadas a partir da análise de discurso da vertente francesa que não deixa de considerar as condições sociais de produção dos discursos nem mesmo os aspectos ideológicos presentes (FIORIN, 2005). Defende-se a ideia de que o racismo é um elemento estrutural, que não representa apenas uma disfunção moral e individualizante, mas se apresenta de forma distinta na vida das pessoas negras, que fazem suas mediações em relação ao tema. Assim como aponta Gonzalez (1984), ao indagar sobre como chegamos a esse cenário de discriminação racial, apontamos que em realidade nunca saímos dele, por isso, é importante compreendermos os elementos sócio-históricos que marcaram a construção das relações raciais no Brasil. Ademais, compreender as especificidades do racismo no Brasil demonstra seu caráter muitas vezes perverso a partir da negação de um cenário de desigualdades raciais, em especial a partir do mito da democracia racial. Os resultados da pesquisa reforçam a necessidade cada vez mais crescente do debate racial no Brasil e a necessidade de pensar elementos de discriminação articulados, além das possibilidades que a utilização das histórias de vida podem representar
local.publisher.initialsUFMG

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