Etnografia e história das aldeias antigas do rio Kikwo, Pará, Brasil

dc.creatorJaime Xamen Wai Wai
dc.date.accessioned2023-10-30T14:49:57Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:21:05Z
dc.date.available2023-10-30T14:49:57Z
dc.date.issued2022-08-26
dc.description.abstractThis dissertation, initially, brings a reflection about my experience in the middle of the non-Indigenous world. I was born, grew up and lived in the Mapuera village, north of the state of Pará, until I was 24 years old, when I moved to study in the city of Oriximiná (PA), started living with white people and learning to speak Portuguese. In this dissertation I will present a short discussion on indigenous archeologies, because I think that, before anything else, an academic work done by an indigenous person needs to dialogue with the history of indigenous peoples, needs to dialogue with theories, methodologies, and traditional knowledge. Based on the Wai Wai oral history, heard during a trip/expedition for fieldwork in early 2020, I describe the ancient villages located on the Kikwo River and the important places (where our ancestors walked) and present in the memory of my people. I consider that not only archeological artifacts are markers of indigenous cultures, but also the ancestral memory contained in oral histories. I bring here my father's account of the places on the Kikwo River, including ancient villages and settlements, those that were inhabited by our ancestors, as reported by the shaman Mapor̂o (my father Poriciwi's maternal grandfather) and passed on to my father. In another topic, I describe the traditional festivals of the Wai Wai people (called yamo, merpa, and xorwiko) that occurred frequently in those places until the arrival of Christian and American missionaries in the region around the 1950s. In those parties there was the participation of people from various villages, from near and far, weddings, exchange of objects and artifacts, a lot of dancing, and consumption of fermented beverages. Finally, I describe the departure of the Wai Wai from the old villages Yowtho, Wawkumîtî, and Ahrumîtî (located on the Kikwo River) to the mission village Kanaxen in southern Guyana and how the Wai Wai, converted by the missionaries in the village Kanaxen, organized expeditions to search for the isolated or unseen peoples (enîhnî komo) who still remained on the Brazilian side.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/60230
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAntropologia - Teses
dc.subjectIndigenas - Teses
dc.subjectHistória oral - Teses
dc.subjectPaisagens - Teses
dc.subject.otherWai Wai
dc.subject.otherArqueologia Indígena
dc.subject.otherHistória Indígena
dc.subject.otherAmazônia
dc.subject.otherKarib
dc.titleEtnografia e história das aldeias antigas do rio Kikwo, Pará, Brasil
dc.title.alternativeEthnography and history of ancient villages on the Kikwo River, Pará, Brazil
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ruben Caixeta de Queiroz
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4385805895142325
local.contributor.referee1Mariana Petry Cabral
local.contributor.referee1Camila Pereira Jácome
local.contributor.referee1Igor Morais Mariano Rodrigues
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3700192125049515
local.description.resumoEste trabalho, inicialmente, traz uma reflexão sobre minha vivência no meio do mundo não indígena. Nasci, cresci e vivi na aldeia Mapuera, norte do estado do Pará, até os 24 anos de idade, quando me mudei para estudar na cidade de Oriximiná (PA), passei a conviver com os brancos e a aprender a falar português. No presente trabalho, vou apresentar uma pequena discussão sobre as arqueologias indígenas, pois penso que, antes de tudo, um trabalho acadêmico feito por um indígena, precisa dialogar com a história dos povos indígenas, precisa dialogar com as teorias, as metodologias e os conhecimentos tradicionais. Com base na história oral wai wai, ouvida durante uma viagem/expedição para trabalho de campo no início de 2020, descrevo as aldeias antigas situadas no rio Kikwo e os lugares importantes (por onde andavam nossos ancestrais) e presentes na memória de meu povo. Considero que não somente os artefatos arqueológicos são marcadores das culturas indígenas, mas também a memória ancestral contida nos relatos orais. Trago aqui o relato de meu pai sobre os lugares do rio Kikwo, incluindo aldeias e acampamentos antigos, aqueles que foram habitados pelos nossos antepassados, conforme foi relatado pelo xamã Mapor̂o (avô materno de Poriciwi, meu pai) e foi passado para o meu pai. Num outro tópico, descrevo, as festas tradicionais do povo wai wai (chamadas yamo, merpa e xorwiko) que ocorriam com frequência naqueles lugares, até a chegada na região dos missionários cristãos e americanos, por volta da década de 1950. Naquelas festas havia a participação de pessoas de várias aldeias, de perto e de longe, casamentos, trocas de objetos e artefatos, muita dança e consumo de bebida fermentada. Por fim, descrevo a saída dos Wai Wai das antigas aldeias Yowtho, Wawkumîtî e Ahrumîtî (localizadas no rio Kikwo) para a aldeia-missão Kanaxen no sul da Guiana e como os Wai Wai, convertidos pelos missionários na aldeia Kanaxen, organizaram expedições para buscar os povos isolados ou não vistos (enîhnî komo) e que ainda permaneciam do lado do Brasil.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia

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