Travesti envelhece, não vira purpurina! : um olhar interseccional sobre a(s) velhice(s) na experiência de travestis em Belo Horizonte
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Anna Paula Vencato
Marco Aurélio Máximo Prado
Leandro de Oliveira
Marco Aurélio Máximo Prado
Leandro de Oliveira
Resumo
Este trabalho tem por objetivo investigar as vivências de travestis no que tange à velhice. Trata-se de uma pesquisa de campo realizada em Belo Horizonte (MG), com cinco entrevistas semi-estruturadas. A partir de uma perspectiva interseccional, propõe-se demonstrar como a combinação de processos históricos, sociais e políticos produziram, entre elas, identificações coletivas e sentimentos de pertencimento geracional, ao passo em que também se busca explorar a dimensão pessoal de suas experiências na velhice. Considerando que a articulação entre diferentes marcadores sociais atua não apenas na categorização dos sujeitos, mas também lhes abrem possibilidades de agenciamento, enfatiza-se como estas ganham forma, entre as interlocutoras, em suas (re)apropriação e recriação do(s) mundo(s), em suas micropolíticas cotidianas e em suas capacidades de resistência, que tornam possível não apenas envelhecer, mas envelhecer feliz, apesar de todos os constrangimentos sociais que enfrentam para sobreviver.
Abstract
This work aims to investigate the experiences of travestis, transgender people, regarding old age. It is about a field research realized in Belo Horizonte (MG), with five semi-structured interviews. From an intersectional perspective, it proposes to demonstrate how the combination of historical, social and political processes produced, among them, collective identifications and feelings of generational belonging, while it both seeks to explore the personal dimension of their experiences in this period. Considering that the articulation between different social markers acts not only in the categorization of subjects but also opens to them possibilities of agency, in this work emphasizes to how they are executed among the interlocutors, in their (re)appropriation and re-creation of the world(s), in micropolitics relations in their daily and in the capacity for them to resist, which make it possible not only to grow old, but age happily, despite all the social embarrassment they confront to survive.
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Travesti, Envelhecimento, Geração
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