Eficácia da telerreabilitação na recuperação motora e funcional de indivíduos pós AVE: uma revisão da literatura
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Júlia Martins Caetano.
Resumo
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma condição de saúde que apresenta altos
índices de incapacidade e morbidade. Geralmente indivíduos pós-AVE apresentam
deficiências em estruturas e funções do corpo, limitações de atividade e restrições da
participação. Essas incapacidades fazem com que esses indivíduos comumente
procurem por um serviço de reabilitação. No entanto, os indivíduos podem encontrar
dificuldades de acesso a esses serviços, como problemas com transporte e alto custo.
Esses desafios podem ser ainda maiores em situações que exigem o distanciamento
social, como a pandemia da COVID-19. A telerreabilitação pode ser uma potencial
alternativa na reabilitação destes indivíduos. Portanto, o objetivo do presente estudo
foi realizar uma revisão da literatura sobre eficácia da telerreabilitação na recuperação
motora e funcional de indivíduos pós-AVE. A busca na literatura foi realizada nas
seguintes bases de dados eletrônicas: Lilacs, PEDro (Physioterapy Evidence-Based
Database), Pubmed e Scielo, no período de novembro de 2019 a dezembro de 2020.
Foram incluídos oito artigos, o tamanho amostral variou de 11 a 188 participantes. O
tempo de AVE variou de 16 ± 25,8 dias a 14,7 ± 6,6 meses. Foram identificados a
avaliação de 12 desfechos: recuperação da função motora de membros superiores e
inferiores; equilíbrio; função física; auto eficácia relacionada a quedas; desempenho
de atividades; experiências subjetivas dos participantes; custos dos programas;
sobrecarga dos cuidadores; atividade funcional; satisfação dos indivíduos; segurança,
aceitação, adesão; educação dos indivíduos. Esses estudos utilizaram 16
instrumentos de medidas, sendo 15 escalas e questionários. Em todos os estudos
incluídos e desfechos investigados foi encontrada uma melhora estatisticamente
significativa intragrupo no grupo telerreabilitação, excetuando o desfecho de
reaquisição de tarefas dentro de 2 minutos. Além disso, na maior parte dos desfechos
avaliados não houve diferenças estatisticamente significativa ou as mudanças
favoreceram ao grupo intervenção, exceto nos desfechos tempo total e de execução
de tarefas motoras finas, número total de atividades e número de tarefas motoras finas
não concluídas. Portanto, a telerreabilitação é eficaz na recuperação motora e
funcional de indivíduos pós-AVE. Entretanto, os resultados devem ser avaliados com
cautela devido ao pequeno número de estudos encontrados.
Abstract
The stroke is a health condition that has high rates of disability and morbidity.
Individuals after stroke commonly have impairments in body functions and structures,
activity limitations and participations restrictions. These disabilities make these
individuals usually look for a rehabilitation service. However, the individuals may find
difficult to access these services, such as transport problems and high costs. These
challenges may be greater in situations that require social distancing, as the COVID19 pandemic. The telerehabilitation can be a potential alternative in the rehabilitation
of these individuals. Therefore, the aim of the current study was to perform a literature
review about efficacy of telerehabilitation in the motor and functional recovery of
individuals after stroke. The search in literature was carried out in the following
electronic databases: Lilacs, PEDro (Physioterapy Evidence-Based Database),
Pubmed and Scielo, from November 2019 to December 2020. Eight papers were
included, the sample size ranged from 11 to 188 participants. The time after stroke
ranged from 16± 25.8 days to 14,7 ± 6.6 months. The evaluation of 12 outcomes were
identified: recovery of motor function of upper and lower limbs; balance; physical
function; self-efficacy related to falls; performance of activities; subjective experiences
of the participants; program costs; burden of caregivers; functional activity; satisfaction
of individuals; save, acceptance, adherence; education. These studies used 16
measurement instruments, including 15 scales and questionnaires. In all included and
investigated outcomes, a statistically significant improvement was found intra-group in
the telerehabilitation group, except for the repurchasing tasks within two minutes.
Furthermore, in most of the evaluated outcomes, there were no statistically significant
differences, or the changes favored the intervention group, except for the outcomes
total time and execution of fine motor tasks, total number of activities and number of
fine motor tasks not completed. Therefore, the telerehabilitation is efficacy in the motor
and functional recovery in individuals after stroke. However, the results should be
evaluated with caution due to the small number of studies found.
Assunto
Acidentes vasculares cerebrais, Capacidade motora, Reabilitação, Inovações tecnológicas
Palavras-chave
Acidente vascular encefálico, Telerreabilitação, Reabilitação remota, Recuperação funcional, Recuperação motora
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