O envolvimento das meninas de periferia na criminalidade violenta

dc.creatorNaiane de Andrade Nascimento Pechir
dc.date.accessioned2025-10-16T16:25:25Z
dc.date.accessioned2025-11-14T15:34:02Z
dc.date.available2025-10-16T16:25:25Z
dc.date.issued2012-11-28
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/85335
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subject.otherJuventude
dc.subject.otherCriminalidade violenta
dc.subject.otherGênero
dc.subject.otherViolência
dc.subject.otherDesigualdade social
dc.titleO envolvimento das meninas de periferia na criminalidade violenta
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Carlos Roberto Horta
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3899394195189730
local.description.resumoEste trabalho visa explicitar a relação que jovens meninas residentes das periferias brasileiras estabelecem com os crimes violentos, especificamente os atos ilegais que estão em torno do tráfico de drogas. No Brasil, os crimes violentos têm rosto e endereço. São os jovens, negros, residentes de periferia que estão à frente desses crimes e consequentemente são eles que matam e que morrem. Esse retrato da violência é fruto da precariedade financeira e da má assistência estatal. As favelas carregam entre suas características, a violência, o que acarreta grande preconceito para as pessoas que residem nesse lugar como se todos os moradores fossem violentos. A juventude vinculada à violência é um tema que cada vez assume mais importância, sendo noticiado, discutido e polemizado em todo o país. A violência tem sido abordada através de políticas públicas e ações de instituições que visam o bem estar social. Apesar da pobreza e da desigualdade social serem, muitas vezes, fatores explicativos para a incidência de crime, é importante ter o cuidado de não colocá-los como um determinante da opção pelo crime violento. Tanto o uso de drogas, quanto a incidência de crimes violentos, acontecem nas diversas classes sociais, mesmo se apresentando de diferentes formas a partir do contexto socioeconômico. Este trabalho tem como um de seus recortes a juventude pobre da periferia, a qual não tem direitos preservados. Os jovens de periferia que se envolvem com o tráfico de drogas e, por consequência, com os crimes violentos, detêm o poder da comunidade onde residem e, assim, alcançam o respeito e a admiração das jovens meninas da região. Além desses jovens deterem o poder da lei, possuem também uma condição financeira diferenciada dos demais moradores, podendo proporcionar às jovens bens materiais como: bebidas, drogas, alimentação, e fatores subjetivos muito valorizados na juventude como status e a sensação de proteção (sobretudo pelo uso de armas). Na grande maioria dos casos, são esses os motivos que tornam os meninos em conflito com a lei, atraentes para as meninas que por sua vez constroem as mais diversas formas de vínculo com a criminalidade violenta. Algumas meninas se envolvem diretamente com a venda de drogas ocupando cargos na hierarquia do crime, outras mantêm um envolvimento indireto, tendo acesso antecipado às informações sobre futuros crimes. Dessa forma, muitas meninas encontram motivos de se vincularem ao crime.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programCurso de Especialização em Políticas Públicas

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