Forasteiras de dentro: corposcrevências de mulheres negras no Hip-Hop dança, sob a lente interseccional
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
Título alternativo
Outsiders from within: black women's bodies and roles in Hip-Hop dance, under an intersectional lens
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Lucia Silva e Souza
Ivanilde Guedes de Mattos
Shirley Aparecida de Miranda
Natalino Neves da Silva
Ivanilde Guedes de Mattos
Shirley Aparecida de Miranda
Natalino Neves da Silva
Resumo
Esta tese se propõe a discutir a interseccionalidade enquanto práxis, tendo a ação social como modo de conhecimento, a partir de uma pesquisa qualitativa, exploratória, etnográfica e escrevivencial. O trabalho conta com dois movimentos que se complementam em sua metodologia: o primeiro, com a inspiração etnográfica urbana que conta com dados gerados ao longo dos anos de 2023 e 2024, a partir da circulação no contexto do lazer de quatro dançarinas negras do Hip-Hop, da cidade de Belo Horizonte Mg; um segundo movimento se deu a partir da escrevivência destas mulheres, que reverberam na articulação entre pensamento, escrita e dança, que anunciamos na pesquisa como corposcrevência. O embasamento teórico foi tecido de forma interdisciplinar, a partir de Patricia Hill Collins com a relação entre o pensamento feminista negro, a interseccionalidade e o Hip-Hop, Christianne Luce Gomes conceituando o lazer como necessidade humana na dimensão da cultura, Nilma Lino Gomes com os saberes estético-corpóreos, o Movimento Negro Educador e o corpo emancipado, Paulo Freire trazendo o corpo consciente e a relação entre humanização e desumanização e, por fim, bell hooks com a questão da autorrecuperação de mulheres negras e o lugar dos afetos nas relações de produção do conhecimento. As análises revelaram que as mulheres negras são atravessadas pelas questões de raça, gênero, classe e sexualidade, que lhes produzem experiências no campo do lazer qualitativamente diferenciadas. Em contraponto, produzem resistência por meio de múltiplos letramentos, organizações que lhes são próprias e pelos seus corpos-territórios, que reverberam em um território dos afetos que as sustentam para a fabulação de futuros outros, possíveis, em lazeres interseccionais.
Abstract
This thesis aims to discuss intersectionality as a praxis, with social action as a mode of knowledge, based on qualitative, exploratory, ethnographic and writable research. The work has two movements that complement each other in its methodology: the first, with urban ethnographic inspiration that relies on data generated throughout the years 2023 and 2024, from the circulation in the leisure context of four black Hip-Hop dancers from the city of Belo Horizonte, Minas Gerais; a second movement arose from the writableness of these women, which reverberated in the articulation between thought, writing and dance, which we announce in the research as corporescribence. The theoretical basis was woven in an interdisciplinary manner, based on Patricia Hill Collins with the relationship between black feminist thought, intersectionality and Hip-Hop, Christianne Luce Gomes conceptualizing leisure as a human need in the dimension of culture, Nilma Lino Gomes with aesthetic-corporeal knowledge, the Black Educator Movement and the emancipated body, Paulo Freire bringing the conscious body and the relationship between humanization and dehumanization and, finally, bell hooks with the issue of self-recovery of black women and the place of affections in the relations of knowledge production. The analyses revealed that black women are crossed by issues of race, gender, class and sexuality, which produce qualitatively differentiated experiences in the field of leisure. In contrast, they produce resistance through multiple literacies, organizations that are their own and through their body-territories, which reverberate in a territory of affections that sustain them for the fabrication of other, possible futures, in intersectional leisure.
Assunto
Lazer, Dança, Hip-Hop (Cultura popular jovem), Mulheres - Condições sociais, Negras
Palavras-chave
Interseccionalidade, Lazer, Corposcrevência, Hip-Hop
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