O quintal que chamamos brejo: aprendizados de cuidado com o rio Peruaçu
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Priscila Mesquita Musa
André Guimarães Brasil
Alana Moraes
André Guimarães Brasil
Alana Moraes
Resumo
As águas e os rios, além de definidores da ocupação nos territórios, são também um importante eixo de mobilização e de transmissão de saberes. São territórios em disputa, constantemente ameaçados pelos interesses do capital e pela catástrofe ambiental em curso. Também, onde múltiplas formas de fazer mundos se interrompem. Se são tantos os rios, e tantos os seres que lhe fazem companhia, quais os modos possíveis de se cuidar de um rio? É possível estabelecer alianças entre cuidadoras e modos de cuidado? Neste trabalho, transito entre os modos institucionais e brejeiros de se cuidar das águas, e investigo as relações entre estas práticas e as diversas formas de habitar o Antropoceno. Aterro estas questões no Vale do Peruaçu, em Minas Gerais, e as investigo em correspondência com narrativas históricas e cotidianas de cuidado com as águas em Belo Horizonte. O trabalho é mediado por imagens fotográficas por meio da construção de álbuns – coleções que buscam construir um repertório de cuidado ribeirinho. Experimento o avizinhamento de imagens e suas narrativas como disparador dos diálogos e da escrita. Se as ferramentas técnicas modernas não são mais suficientes para cuidarem do mundo danificado, investigo quais estratégias colaborariam para reparar o mundo que partilhamos.
Abstract
Waters and rivers, in addition to shaping the occupation in territories, are also a significant axis of mobilization and transmission of knowledge. They are contested territories, constantly threatened by capital interests and the ongoing environmental catastrophe. Moreover, this is where multiple ways of world-making intersect. With so many rivers and so many beings that accompany them, what are the possible ways to take care of a river? Is it possible to establish alliances between caretakers and modes of care? In this work, I move between institutional and grassroots ways of caring for the waters, and I investigate the relationships between these practices and the various forms of inhabiting the Anthropocene. I ground these questions in the Vale do Peruaçu in Minas Gerais and investigate them in correspondence with historical and everyday narratives of water care in Belo Horizonte. The work is mediated by photographic images through the construction of albums - collections that seek to build a repertoire of riverside care. I experiment with the juxtaposition of images and their narratives as a trigger for dialogues and writing. If modern technical tools are no longer sufficient to care for the damaged world, I investigate which strategies could collaborate to repair the world we share.
Assunto
Planejamento urbano, Peruaçu, Rio (MG), Belo Horizonte (MG)
Palavras-chave
Cuidado, Fotografia, Rios urbanos, Peruaçu