A didática dos bichos: moral e política em Fedro, Varrão e Virgílio

dc.creatorMarcelo Rocha Brugger
dc.date.accessioned2025-12-26T16:17:25Z
dc.date.issued2022-08-22
dc.description.abstractIt so happens that Western literature, since Classical Antiquity, has used the image of animals to convey veiled criticisms of real people. In the epodos of Archilochus, the poet, when claiming an unfulfilled marriage promise, takes on the figure of the fox, while he uses the lion to represent Neobula, the bride that was denied to him. Hesiod also, in Works and Days (vv. 202-212), used, in a fabled narrative, a possible criticism of the pride of kings. It is not, therefore, by chance that these bestial figures appear as elements of denunciation/criticism/exhortation; nor, as we have seen, is the assimilation of its presence to real contexts and people a novelty. The present dissertation presents a proposal for a comparative analysis of books III and IV of Virgil's Georgicon, books II and III of Varro's De Re Rustica and some fables by Phaedrus, which are distributed in all of the fabulist's books. Therefore, in the light of other disciplines (History, Archeology, Philosophy, Economics and Law), we present a historical-political analysis of the highlighted texts in order to understand how these texts relate to and reflect values and customs of Roman society. It must be pointed out, however, that the corpus chosen for our study uses the figure of animals, so that we can also reflect on how the three authors articulated anthropomorphizing allegories to reflect on Roman society and, sometimes, to denounce/criticize customs.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1249
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectFedro Crítica e interpretação
dc.subjectVigílio, 70 a.C.-19 a.C. Geórigas Crítica e interpretação
dc.subjectVarrão, 116-27 a. C. De Re Rustica Crítica e interpretação
dc.subjectAnimais na literatura
dc.subjectImitação na literatura
dc.subjectFábulas latinas
dc.subjectLiteratura e moral
dc.subject.otherMoral, política, Fedro, Varrão, Virgílio
dc.titleA didática dos bichos: moral e política em Fedro, Varrão e Virgílio
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Matheus Trevizam
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9371338613375993
local.contributor.referee1Sandra Maria Gualberto Braga Bianchet
local.contributor.referee1Renata Senna Garraffoni
local.contributor.referee1Heloísa Maria Moraes Moreira Penna
local.contributor.referee1Júlia Batista Castilho de Avellar
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0536440781535399
local.description.resumoA literatura ocidental, desde a Antiguidade Clássica, tem-se servido da imagem de animais para veicular críticas veladas a pessoas reais. Nos epodos de Arquíloco, o poeta, ao reclamar uma promessa de casamento não cumprida, se reveste da figura da raposa, ao passo que emprega o leão para representar Neobula, a noiva que lhe fora negada. Também Hesíodo, em Trabalhos e Dias (vv. 202-212), empregou, em narrativa fabular, uma possível crítica à soberba dos reis. Não é, portanto, por acaso que essas figuras bestiais surgem como elementos de denúncia/crítica/exortação; tampouco o é, como vimos, uma novidade a assimilação de sua presença a contextos e pessoas reais. A presente tese apresenta uma proposta de análise comparativa dos livros III e IV das Geórgicas de Virgílio, livros II e III do De Re Rustica de Varrão e algumas fábulas de Fedro, estas distribuídas em todos os livros do fabulista. Para tanto, à luz de outras disciplinas (História, Arqueologia, Filosofia, Economia e Direito), apresentamos uma análise histórico-política dos textos destacados a fim de que compreendamos como estes se relacionam e refletem valores e costumes da sociedade romana. Há que se apontar, no entanto, que o corpus escolhido para o nosso estudo se vale da figura de animais, de modo que possamos refletir, ainda, como os três autores articularam alegorias antropomorfizantes para refletir sobre a sociedade romana e, por vezes, denunciar/criticar costumes.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários
local.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES

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