O impacto da obesidade materna no desenvolvimento de alergia alimentar da prole

dc.creatorJoana Julia Acuña Carvalho
dc.date.accessioned2025-07-04T18:15:17Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:10:45Z
dc.date.available2025-07-04T18:15:17Z
dc.date.issued2025-01-16
dc.description.abstractObesity, particularly among women, shows a growing global trend, with a female prevalence of 18.3% in 2022, according to the WHO. Maternal obesity, often associated with low-grade chronic inflammation, represents a significant risk factor for obstetric complications and adverse effects on offspring health, such as gestational diabetes, hypertension, and a higher likelihood of congenital anomalies. Simultaneously, food allergies have also increased, affecting 6–8% of children and 8–10% of adults in the United States. Evidence suggests that inflammation associated with obesity may exacerbate allergic reactions. Although the relationship between obesity and inflammation is well-established, few studies explore how maternal obesity might influence offspring susceptibility to food allergies, particularly in experimental models. In this context, this study aimed to investigate whether diet-induced obesity in female mice increases offspring susceptibility to food allergies. Maternal obesity was induced in C57BL/6 female mice through a high-calorie diet rich in sugar and fat for 13 weeks. Following this period, the mice underwent mating, pregnancy, and lactation. Offspring, at six weeks of age, were subjected to a protocol for food allergy induction to ovalbumin. The levels of secretory IgA, anti-OVA IgE, and anti-OVA IgG1 immunoglobulins were measured from fecal and serum samples using the Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA). Intestinal mucosal integrity was analyzed through histological sections stained with HE and PAS. The results indicated that maternal obesity reduced litter size and increased the offspring's body weight during the juvenile phase, observed at six weeks of age. When subjected to the food allergy protocol, offspring of obese mothers exhibited greater body weight variation and reduced levels of total secretory IgA in the intestinal mucus. However, maternal obesity did not influence specific anti-OVA immunoglobulin levels associated with allergy symptoms, nor did it significantly compromise the intestinal mucosal epithelium integrity. We conclude that maternal obesity partially affects offspring predisposition, leading to milder clinical manifestations in the experimental food allergy model
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83341
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectObesidade
dc.subjectHipersensibilidade Alimentar
dc.subjectGestação em Pessoa Obesa
dc.subjectDieta
dc.subjectDiabetes Gestacional
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherObesidade materna
dc.subject.otherAlergia alimentar
dc.subject.otherMucosa intestinal.
dc.titleO impacto da obesidade materna no desenvolvimento de alergia alimentar da prole
dc.title.alternativeThe impact of maternal obesity on the development of food allergy in offspring
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Tatiani Uceli Maioli
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6072645598689719
local.contributor.referee1Poliana Guiomar de Almeida Brasiel
local.contributor.referee1Maísa Mota Antunes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2459993151573737
local.description.resumoA obesidade, particularmente entre mulheres, apresenta uma tendência global crescente, com uma prevalência feminina de 18,3% em 2022, de acordo com a OMS. A obesidade materna, frequentemente associada à inflamação crônica de baixo grau, constitui um importante fator de risco para complicações obstétricas e impactos na saúde da prole, como diabetes gestacional, hipertensão e maior probabilidade de anomalias congênitas. Concomitantemente, alergias alimentares também cresceram, afetando 6-8% das crianças e 8-10% dos adultos nos Estados Unidos. Evidências sugerem que a inflamação associada à obesidade pode exacerbar reações alérgicas. Embora a relação entre obesidade e inflamação esteja bem estabelecida, poucos estudos exploram como a obesidade materna pode influenciar a susceptibilidade da prole às alergias alimentares, especialmente em modelos experimentais. Diante desse contexto, este trabalho teve como objetivo investigar se a obesidade induzida por dieta em camundongos fêmeas aumenta a susceptibilidade da prole às alergias alimentares. Para isso, a obesidade materna foi induzida em camundongos C57BL/6 por meio do consumo de uma dieta hipercalórica rica em açúcar e gordura durante 13 semanas. Após esse período, as fêmeas foram submetidas à cópula, gestação e amamentação. A prole, ao completar seis semanas de idade, foi submetida ao protocolo de indução de alergia alimentar à ovalbumina. Foram avaliados os níveis de imunoglobulinas IgA secretória total, IgE anti-OVA e IgG1 anti-OVA a partir de amostras de fezes e soro, utilizando a técnica de Ensaio Imunoenzimático (ELISA). A integridade da mucosa intestinal foi analisada por meio de lâminas histológicas coradas com HE e PAS. Os resultados indicaram que a obesidade materna reduziu o tamanho da ninhada e aumentou o peso corporal da prole na fase jovem, observada ao completar seis semanas de idade. Quando submetidos ao protocolo de alergia alimentar, os descendentes de mães obesas apresentaram maior variação no peso corporal e níveis reduzidos de IgA secretória total no muco intestinal. No entanto, a obesidade materna não influenciou os níveis de imunoglobulinas específicas anti-OVA associadas aos sintomas da alergia, nem comprometeu de forma evidente a integridade do epitélio da mucosa intestinal. Concluímos que a obesidade materna afeta parcialmente a predisposição da prole, promovendo manifestações clínicas mais leves no modelo experimental de alergia alimentar.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENFERMAGEM - ESCOLA DE ENFERMAGEM
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde

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