Conquista e povoamento de uma fronteira: a formação regional da Zona da Mata no Leste da Capitania de Minas Gerais (1694-1835)

dc.creatorPatricio Aureliano Silva Carneiro
dc.date.accessioned2019-08-14T00:48:16Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:38:14Z
dc.date.available2019-08-14T00:48:16Z
dc.date.issued2008-03-04
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-7CUF2D
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMinas Gerais
dc.subjectMata, Zona da (MG)
dc.subjectGeografia rural
dc.subjectColonização
dc.subjectCamponeses Mata, Zona da (MG)
dc.subjectBrasil História Período colonial 1694-1855
dc.subjectFazendeiros Mata, Zona da (MG)
dc.subject.otherOcupação e Povoamento
dc.subject.otherFormação Regional
dc.subject.otherGeografia Agrária
dc.subject.otherZona da Mata Mineira
dc.subject.otherFazendeiros e Camponeses
dc.subject.otherPeríodo Colonial
dc.titleConquista e povoamento de uma fronteira: a formação regional da Zona da Mata no Leste da Capitania de Minas Gerais (1694-1835)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ralfo Edmundo da Silva Matos
local.contributor.referee1Heloisa Soares de Moura Costa
local.contributor.referee1Angelo Alves Carrara
local.description.resumoEste trabalho tem como tema mais abrangente a investigação dos processos de ocupação e de povoamento territorial durante o período colonial no leste da Capitania de Minas Gerais. A literatura histórica criou o dogma de que a ocupação dessa área só ocorreu no decorrer das primeiras décadas do século XIX, em decorrência da quebra da política metropolitana de restrição à abertura de caminhos nas áreas não povoadas, do decréscimo da extração aurífera na antiga região das minas e da introdução do café. Todavia, já nos primeiros tempos da descoberta do ouro, a Mata foi um espaço instável, dinâmico, com surtos variáveis de ocupação territorial a partir de três frentes pioneiras: ao longo das margens do Caminho Novo, no vale do rio Pomba e no alto vale do rio Doce. A sua primeira acepção de região remonta ao período colonial, advinda dos maciços florestais da mata atlântica e da presença de um conteúdo distinto de organização territorial. Na formação regional houve diferenças em termos dos agentes modeladores, das atividades econômicas instaladas, das estruturas fundiárias e da evolução dos meios de transporte rodo-ferroviários, bases para explicação da disparidade intra-regional atual da Mata. A principal fonte documental utilizada para o estudo da produção agrária foram os registros de pagamento dos dízimos. A partir deles são analisadas a expansão, as características agropastoris e a formação socioespacial de dois sistemas agrários, mercantil simples ou camponês e escravista ou latifundiário. A crise da mineração promoveu a expansão e a desconcentração da atividade agropecuária, notada na primeira década do oitocentos quando os pequenos lavradores ganharam maior visibilidade. Com a introdução do café, a agropecuária mercantil apresentou novos sinais de concentração, protagonizada pelos extratos sociais dos médios e grandes lavradores, os quais se utilizaram de estratégias para preservar o status familiar e conter o fracionamento do patrimônio. A produção camponesa, por sua vez, esteve condicionada à disponibilidade de terras em áreas de fronteira, esgotada em função da colonização antiga da área e da expansão demográfica. Fatores como a redução de matos virgens, o aumento do preço da terra, o parcelamento do solo e a pulverização dos bens do inventário afetariam a reprodução do seu modo de vida.
local.publisher.initialsUFMG

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