Estrangeiras do trópico: estranhamento, fotografia e memória

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Rachel Cecília de Oliveira Costa
Elisa Maria Amorim Vieira

Resumo

Esta pesquisa parte do estranho familiar presente em memórias e álbuns de família de Bárbara Lissa e situa-se no campo da escrita de si e da fotografia enquanto fabulação crítica e poética. Aproximando literatura e imagem, particular e coletivo, a pesquisa se desdobra no fotolivro autoral estrangeiras do trópico, que narra a vivência das mulheres dessa família, que migraram do interior para Belo Horizonte- MG, enquanto outro, estrangeiras, estranhas. A proposta trata de compreender as questões individuais e coletivas no que concerne ao sentimento de estranhamento, bem como seu efeito no campo das artes visuais e literárias, enquanto desautomatização do olhar. Num movimento pendular de aproximação e afastamento, de familiaridade e estranhamento perante as fotografias e suas memórias, é possível criar um campo de reinscrição do passado e reconstrução do “eu” no presente a partir da criação da autobiografia como um outro, autoficção de si que se dissocia da própria auto-identificação. Assim, a pesquisa tem como chave de leitura a figura de Macabéa, presente em A Hora da Estrela (1977), de Clarice Lispector, em um emaranhado de relações possíveis entre a biografia da personagem e das mulheres presentes nesta pesquisa. É apresentado, também, um diálogo com outras artistas brasileiras que trabalharam suas próprias memórias familiares a partir da fotografia, sendo elas, Maria Vaz, Mariana David, Carolina Krieger, Julia Baumfeld e Alix Breda.

Abstract

Cette recherche part de l'inquiétante étrangeté présente dans les mémoires et les albums de famille de Bárbara Lissa et se situe dans le champ de l'écriture du soi et de la photographie comme fabulation critique et poétique. Dans un rapprochement entre la littérature et l'image, le particulier et le collectif, la recherche se déploie dans le livre photo estrangeiras do trópico, qui raconte l'expérience des femmes de cette famille, qui ont migré de la campagne à Belo Horizonte - MG, et considérées comme étrangères, étranges. La proposition consiste à comprendre les enjeux individuels et collectifs du sentiment d'étrangeté, ainsi que son effet dans le domaine des arts visuels et littéraires, pour faire sortir nos perceptions de leur automatisme habituel. Dans un mouvement pendulaire de proximité et de distance, de familiarité et d'étrangeté devant les photographies et leurs souvenirs, il est possible de créer un champ de réinscription du passé et de reconstruction du "je" dans le présent à partir de la création de l'autobiographie comme autre, autofiction du moi qui se dissocie de l'auto-identification. Ainsi, la recherche a comme clé de lecture la figure de Macabéa, présente dans A Hora da Estrela (1977), de Clarice Lispector, dans une intrication de relations possibles entre la biographie du personnage et les femmes présentes dans cette recherche. Un dialogue est également présenté avec d'autres artistes brésiliens qui ont travaillé sur leurs propres souvenirs familiaux à travers la photographie, comme Maria Vaz, Mariana David, Carolina Krieger, Julia Baumfeld et Alix Breda

Assunto

Fotografia, Memória, Fotografia de mulheres, Mulheres na arte, Fábulas

Palavras-chave

Fotografia, Memória, Estranhamento, Arquivo, Fabulação

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