Menstruação sustentável: antecedentes e consequentes na intenção de uso continuado de coletores menstruais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Introdução Apesar de haver patentes registradas na década de 1930 (Dias, Anjos, & Dias, 2017) somente no início dos anos 2000 os coletores menstruais passaram a obter uma boa aceitação no mercado, sendo mais difundidos no Brasil a partir de 2015 (Porfirio, 2018). A aceitação e uso desses produtos é uma decisão que envolve, entre outros, a disposição para adoção de uma nova tecnologia, em substituição aos absorventes tradicionais, e uma ressignificação da relação da mulher com a sua menstruação, além de possíveis preocupações com o meio ambiente por ser um produto reutilizável. Problema de Pesquisa e Objetivo Esta pesquisa busca responder à seguinte pergunta: Quais fatores comportamentais influenciam a intenção das mulheres em continuar utilizando coletores menstruais? Sendo assim, esta pesquisa tem como objetivo analisar os fatores envolvidos na Intenção de Uso Continuado do coletor menstrual pelas brasileiras, a partir da Teoria Unificada de Uso e Aceitação de Tecnologia 2 (UTAUT2). Fundamentação Teórica Para a elaboração do primeiro grupo de hipóteses, partiu-se do modelo UTAUT 2 (Venkatesh et al., 2012), de forma que os construtos Expectativa de Desempenho, Expectativa de Esforço, Influência Social, Preço, Motivação Hedônica, Condições Facilitadoras e Hábito são considerado preditores da Intenção de Uso Continuado. Além desses, outros construtos foram adicionados ao modelo, quais sejam: Boca a Boca como um consequente da Intenção de Uso Continuado; Fatores Motivacionais como antecedente da Intenção de Uso Continuado e do Boca a Boca; e Ambientalismo como antecedente do Boca a Boca. Metodologia Utilizou-se o método de survey, mediante questionário formal com escala tipo Likert de 5 pontos, desenvolvido pelos autores com base em escalas já validadas por Venkatesh et al. (2012) – construtos do UTAUT 2; (ii) Bhattacherjee (2001) – Intenção de Uso Continuado; (iii) Ahn; Kang; Hustvedt (2016) – Ambientalismo; (iv) Maxham III (2001) – Boca a Boca; e (v) Guimarães (2019) – Fatores Motivacionais. O processo de amostragem foi predeterminado. Obtiveram-se 534 respostas válidas e todas as respondentes eram mulheres que utilizavam o coletor menstrual por no mínimo um ano. Análise dos Resultados Os dados coletados foram analisados utilizando a abordagem de Mínimos Quadrados Parciais (MQP) para Modelagem de Equações Estruturais (MEE) ) com o uso do software R-CRAN e os pacotes plsp e seminr. A análise dos resultados evidenciou o apoio de nove das onze hipóteses propostas, bem como a eficácia do modelo proposto. As variáveis exógenas explicaram 65,3% de variações do construto Intenção de Uso Continuado e 54,8% do Boca a Boca, valores que sugerem o bom poder preditivo e explicativo do modelo. Conclusão Espera-se que realizar ações abordando o prazer que as mulheres sentem ao utilizar os coletores menstruais (Motivação Hedônica), os benefícios associados ao uso desses produtos (Expectativa de Desempenho), bem como a atribuição de sentido à rotina, associando sinais e comportamentos, causem maior intenção em continuar utilizando coletores menstruais. Além disso, na medida em que as pessoas utilizam esses serviços, elas tendem promovê-los, considerando o impacto significativo da Intenção de Uso Continuado no Boca a Boca.

Abstract

Assunto

Consumo (Economia), Comportamento do consumidor, Menstruação

Palavras-chave

Intenção de uso, Comportamento de uso, Coletor menstrual

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https://login.semead.com.br/23semead/anais/arquivos/329.pdf?

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