O processo de expropriação de terras pela mineração no contexto da reparação do desastre em Brumadinho/MG
| dc.creator | Alexandre Gonçalves | |
| dc.date.accessioned | 2025-11-17T11:38:06Z | |
| dc.date.issued | 0025-08-19 | |
| dc.description | “Arquivo PDF substituído por versão corrigida, conforme solicitação formal do autor(a), em 25/11/2025, aprovada pela equipe do setor do Repositório Institucional” | |
| dc.description.abstract | The thesis analyzes the process of land expropriation by mining company Vale in the context of the socio-technical disaster it caused by the company in the Paraopeba River basin. Focusing on the municipality of Brumadinho, the study looked at the process of expropriation before and after the collapse of the B1 tailings dam in the Feijão Jangada complex. In the aftermath, mining company Vale increased the number of its rural properties in the region by 265%, jumping from 4,400 hectares to 9,500. Six different modalities of land and territory expropriation have been identified, namely: compensation, indirect domination, purchase and sale, emergency/reparation, territorial amputation, and leasing. The expropriation process, through these modalities, is implemented from “within”, from “outside” and on the margins of the institutional structure created for disaster management. The violent process of land domination imposed by the mining company has a set of characteristic practices and modus operandi, such as the destruction of expropriated property and the implementation of “security governance” through a private surveillance system. From a historical perspective, the municipality of Brumadinho can be seen as a perennial frontier in which the arrangements between the political and economic systems make it possible for mining companies to continue to dominate territories. The disaster management policy does not change this situation, but reinforces it. State policy, operated within the framework of the Ideology of Coercive Harmony, despite creating an institutionalized structure for managing the disaster, produces “mobile borders” between the political system and mining capital and, within these mobile lines, under the myth of comprehensive reparation, Vale and the state expand the extractivist model. In this context, the mining sector in Brumadinho is advancing within the framework of neo-extractivism, continuing the plundering of the region that began in the 17th century. During the fieldwork period, the author spent two years living in a village in Brumadinho, where he was able to experience various spaces together with those affected. The data that makes up the research was collected in the field, through documentary analysis and by consulting public information systems. | |
| dc.description.sponsorship | FAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/854 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso aberto | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ | |
| dc.subject | Antropologia - Teses | |
| dc.subject | Desapropriação - Brumadinho (MG) - Teses | |
| dc.subject | Desastres ambientais - Brumadinho (MG) - Teses | |
| dc.subject | Mineração - Teses | |
| dc.subject.other | Expropriação de terras | |
| dc.subject.other | Desastre | |
| dc.subject.other | Conflito | |
| dc.subject.other | Mineração | |
| dc.subject.other | Território | |
| dc.title | O processo de expropriação de terras pela mineração no contexto da reparação do desastre em Brumadinho/MG | |
| dc.title.alternative | The process of expropriation of land by mining in the context of reparations for the disaster in Brumadinho/MG | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Andrea Luisa Zhouri Laschefski | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1342063302669283 | |
| local.contributor.referee1 | Aderval Costa Filho | |
| local.contributor.referee1 | Deborah Bronz | |
| local.contributor.referee1 | Luíz Jardim de Moraes Wanderley | |
| local.contributor.referee1 | Marcos Cristiano Zucarelli. | |
| local.creator.Lattes | https://lattes.cnpq.br/4238726620978343 | |
| local.description.resumo | A tese analisa o processo de expropriação de terras da mineradora Vale no contexto do desastre sociotécnico causado pela mesma na bacia do Rio Paraopeba. Centrada no município de Brumadinho, o estudo abordou o processo de expropriação antes e após o rompimento da barragem de rejeitos B1 do complexo Feijão Jangada. No pós-rompimento, a mineradora Vale ampliou em 265% o número de suas propriedades rurais na região, saltando de 4,4 mil hectares para 9,5 mil.Foram identificadas seis modalidades diferentes de expropriação de terras e territórios, a saber: frente indenizatória, dominação indireta, compra e venda, emergência/reparação, amputação territorial e arrendamento. O processo de expropriação, através destas modalidades, é implementado por “dentro”, por “fora” e nas margens da estrutura institucional criada para a gestão do desastre. O violento processo de dominação das terras imposto pela mineradora apresenta um conjunto de práticas e modus operandi característicos, como a destruição dos patrimônios expropriados e a implantação de uma “governança da segurança” através de um sistema de vigilância privado. A partir de uma abordagem histórica, o município de Brumadinho pode ser visto como uma fronteira perene no qual os arranjos entre o sistema político e o econômico possibilitam um contínuo avanço da dominação dos territórios pelas mineradoras. A política da gestão do desastre não altera esse quadro, e o reforça. A política do Estado, operada nos marcos da Ideologia da Harmonia Coerciva, apesar de criar uma estrutura institucionalizada para a gestão do desastre, produz “fronteiras móveis” entre o sistema político e o capital minerário e, nestas linhas móveis, sob o mito da reparação integral, a Vale e o Estado ampliam o modelo extrativista. Neste contexto, o setor minerário em Brumadinho avança nos marcos do neoextrativismo, dando continuidade à pilhagem da região iniciada no século XVII. No período do trabalho de campo o autor residiu dois anos em um povoado em Brumadinho onde pôde vivenciar diversos espaços junto aos atingidos. Os dados que compõem a pesquisa foram levantados em campo, em análises documentais e através de consultas em sistemas de informações públicas. | |
| local.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0002-6157-9648 | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAFICH - FACULDADE DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Antropologia | |
| local.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA |