Tempo e paisagem
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Este ensaio trata da paisagem como espacialização do tempo, que, quando apreendido nos raros jardins que se
insurgem no deserto paisagístico do mundo contemporâneo, pode trazer novas possibilidades ao pensamento. Dialogando
com filósofos, historiadores da paisagem e artistas, descobre-se como as duas distintas gêneses da paisagem, a de tradição
chinesa e a ocidental, tratavam a questão do tempo e do espaço. A primeira dava ênfase à paisagem como conciliação de
opostos, um caminho a ser complementado pela imaginação, enquanto a segunda enfatizava os resultados. Tornada hoje
hegemônica, a racionalidade ocidental coloca em campos distintos homem e natureza, tempo e espaço, configurando
majoritariamente temporaneidades predatórias que se impõem violentamente sobre as lentas temporalidades que
qualificam os lugares.
Abstract
This essay deals with the landscape as spatialization of time, which when apprehended in the rare gardens
that occur in the scenic desert in contemporary world, may point out to new possibilities to the thought. Dialoguing with
philosophers, landscape historians and artists, it shows how the two distinct landscape genesis, the Chinese and western
traditions, treated the issue of time and space. The former puts its emphasis in landscape as reconciliation of opposites, a
path to be complemented by imagination, where as the latter emphasizes the outcomes. Made hegemonic nowadays, the
western rationality places in different fields man and nature, time and space, mostly setting predatory temporariness that
violently imposes itself upon the slow temporality that qualifies the places.
Assunto
Arquitetura paisagística, Espaço e tempo
Palavras-chave
Tempo, Arquitetura e Urbanismo, Paisagem, Jardim do tempo