A regulação do profiling na lei geral de proteção de dados: o livre desenvolvimento da personalidade em face da governamentalidade algorítmica

dc.creatorPedro Bastos Lobo Martins
dc.date.accessioned2022-08-03T12:00:13Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:33:38Z
dc.date.available2022-08-03T12:00:13Z
dc.date.issued2021-08-20
dc.description.abstractThe use of automated personal data processing techniques to assess and predict human behavior is gaining increasing scale, and the literature identifies threats to the preservation of human autonomy when subjects are affected by them. We seek to understand how these techniques, especially profiling, represent structural threats by incorporating assumptions that make human agency obsolete and impede the subjectivation process in automated decision-making situations. From this, we propose an epistemological basis for the principles of the free development of the personhood and informative self-determination, centered on the idea of protecting the construction of personal identity, supporting the proposed interpretation of the right to privacy as a power of self-identification. At the end, the provisions of the Brazilian General Data Protection Law were analyzed to identify its collective dimension of protection and the centrality of the interests of the data subjects, as opposed to identification as a central normative element, as pillars that regulate profiling in the Brazilian legal system. As a result of the research, three mandatory duties were proposed for treatment agents who wish to use profiling techniques: a substantive protection from the due informational process and the right to reasonable inferences as a way to regulate the results generated by the automated treatment; a dialogic duty based on the right to explanation and, finally, carrying out impact assessments as a materialization of the accountability duty and key to public scrutiny of the use of technologies that generate risks to fundamental rights.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/43900
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectDireito civil
dc.subjectProteção de dados
dc.subjectDireito à privacidade
dc.subjectAlgoritmos
dc.subject.otherProfiling
dc.subject.otherProteção de dados
dc.subject.otherAutodeterminação informativa
dc.subject.otherDecisões automatizadas
dc.subject.otherGovernança de algoritmos
dc.titleA regulação do profiling na lei geral de proteção de dados: o livre desenvolvimento da personalidade em face da governamentalidade algorítmica
dc.title.alternativeThe regulation of profiling in the brazilian general data protection law: the free development of personhood in face of algorithmic governmentality
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Brunello Souza Stancioli
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7925589410115058
local.contributor.referee1Marco Antônio Sousa Alves
local.contributor.referee1Caitlin Sampaio Mulholland
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8615693663514797
local.description.resumoO uso de técnicas de tratamento automatizado de dados pessoais para avaliar e prever comportamentos humanos vem ganhando cada vez mais escala, e a literatura identifica ameaças à preservação da autonomia humana quando sujeitos são afetados por elas. Buscamos entender como essas técnicas, em especial o profiling, representam ameaças estruturais, ao incorporarem premissas que tornam obsoleta a agência humana e que impedem o processo de subjetivação em situações de tomada de decisão automatizada. A partir disso, propomos uma base epistemológica para os princípios do livre desenvolvimento da personalidade e da autodeterminação informativa centrada na ideia de proteção da construção da identidade pessoal, sustentando a interpretação proposta para o direito à privacidade enquanto poder de autoidentificação. Ao final foram analisadas as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados para identificar a sua dimensão coletiva de proteção e a centralidade dos interesses dos titulares, em oposição à identificabilidade como elemento normativo central, como pilares que regulam o profiling no ordenamento jurídico brasileiro. Como resultado da pesquisa, foram propostos três deveres obrigacionais para agentes de tratamento que desejem se utilizar de técnicas de profiling: uma proteção substantiva a partir do devido processo informacional e o direito a inferências razoáveis como forma de regular os resultados gerados pelo tratamento automatizado; um dever dialógico a partir do direito à explicação e, por fim, a realização de avaliações de impacto como materialização do dever de accountability e chave para o escrutínio público do uso de tecnologias que geram riscos a direitos fundamentais.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentDIREITO - FACULDADE DE DIREITO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito

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