Fava-d´anta: extrativismo, produção e flavonoides

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Jordany Aparecida de Oliveira Gomes
Cláudia Pombo Sudré
Charles MarƟns Aguilar
Rubia Santos Fonseca

Resumo

A fava-d’anta ou favela é uma árvore nativa do Cerrado que apresenta alto teor de flavonoides nos seus frutos, que são coletados por extrativistas e vendidos a terceiros que os repassam para a indústria. Assim, o objetivo do trabalho foi avaliar aspectos etnobotânicos do extrativismo, produção e qualidade de fava-d’anta em área do Norte de Minas Gerais. Para o levantamento dos aspectos extrativistas, 20 coletores foram entrevistados utilizando questionário semiestruturado. A avaliação da capacidade de produção foi feita em cinco áreas, utilizando 10 parcelas de 20 x 50 m, totalizando 1 ha por área. O número total de plantas, a produção por planta e seu respectivo diâmetro à altura do peito (DAP) foram registrados, considerando todas as árvores das parcelas. A produtividade das áreas foi medida nos anos de 2018, 2019 e 2020. Para o acompanhamento do crescimento dos frutos, foram efetuadas oito coletas, entre os meses de abril e julho de 2018, em que se verificaram a matéria seca e a biometria, sendo determinado o teor dos flavonoides rutina e quercetina por cromatografia líquida de alta eficiência, em cada coleta. A curva de secagem dos frutos foi construída, a partir da avaliação em quatro sistemas de secagem em campo: área cimentada – “calçadão” para a captação de água da chuva, solo, sombrite e sobre lona plástica. Nas entrevistas, observou-se que a maioria dos extrativistas são casados e 47% frequentaram a escola até a 4a série. Em média, 18 anos é o tempo que estão envolvidos com a coleta e 90% deles envolve outros familiares nesse processo. A cor e o tamanho são os principais critérios utilizados, para identificar o momento para a coleta de frutos, que são comercializados com preço médio de R$ 0,43 e R$ 0,78 por kg de fruto fresco e seco, respectivamente. As principais dificuldades apontadas pelos entrevistados são as atividades de coleta e secagem dos frutos. O número médio de plantas por hectare é de 28, no entanto menos da metade é produtiva, sendo observada correlação significativa (r = 0,40) entre o DAP e a produção de frutos das árvores. A produtividade média foi de 6,60 kg de frutos frescos por hectare, considerando os três anos de avaliação, com rendimento de 45,6% de matéria seca. O teor de rutina (13,80% ± 4,5) não teve correlação significativa com a data de coleta (considerando apenas frutos colhidos frescos), enquanto o teor de quercetina reduziu com a idade dos frutos. Os frutos secos no calçadão apresentaram estabilização de peso antes dos demais sistemas de secagem. Com base nos resultados, nota-se a necessidade de repasse de informações aos extrativistas, principalmente em relação à conservação e usos da espécie. A capacidade de produção apresenta variação entre áreas e entre anos de coleta, exigindo grandes áreas de coleta para garantir renda para as famílias extrativistas. A qualidade dos frutos, considerando o teor de rutina, não varia durante o crescimento dos frutos.

Abstract

Assunto

Palavras-chave

Dimorphandra mollis, Etnobotânica, Cerrado, Rutina

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por