Comparação da evolução e da análise econômica do fechamento percutâneo do canal arterial com Amplatzer Vascular Plug II e da oclusão cirúrgica do canal arterial em pacientes pediátricos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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O canal arterial (CA) é uma estrutura vascular que conecta a aorta descendente à artéria pulmonar. Se permanece patente, a apresentação clínica da persistência do canal arterial (PCA) pode variar desde assintomática até apresentar consequências hemodinâmicas importantes. Quando não há sua oclusão com fármacos, há como opções o fechamento cirúrgico e percutâneo, com o dispositivo Amplatzer Vascular Plug II (AVP II), cujo uso ainda é escasso no cenário nacional. Objetivos: verificar e comparar a evolução hospitalar e os gastos entre a intervenção cirúrgica e a percutânea de crianças e adolescentes com PCA utilizando o AVP II. Métodos: estudo retrospectivo com 157 pacientes consecutivos com diagnóstico de PCA após o período neonatal entre janeiro de 2012 e janeiro de 2021. O peso mínimo foi de 3,8kg e o máximo de 71kg. Foram analisados três grupos: grupo 1 (n=93), aqueles submetidos à oclusão percutânea; grupo 2 (n=50), ao fechamento cirúrgico, e grupo 3 (n=14), de pacientes que, devido a complicações ou impossibilidade de prosseguir com o procedimento percutâneo, foram submetidos ao tratamento cirúrgico. Para a análise estatística, foram usados os testes t de Student não pareado ou de ANOVA para variáveis quantitativas de distribuição normal e os testes não paramétricos para variáveis de distribuição não normal. A curva de Kaplan Meier foi usada para comparar os grupos quanto ao tempo de internação hospitalar. A significância estatística foi estabelecida com valor-p < 0,05. Resultados: a mediana de idade foi de 15 meses (de 1 a 259 meses), 59,2% do sexo feminino. As medianas foram 9,6 kg para peso, e de 2,5mm para o tamanho do CA. 54,4% daqueles com canais do tipo A apresentavam peso > 10kg, p=0,02. A mediana de idade (21, 8 e 13 meses, grupos 1, 2 e 3, respectivamente, p<0,0001) e de peso (14,2; 8,8 e 14,3 kg, p=0,009) foram maiores no grupo 1. Este grupo apresentou menor CA (2,6 mm, p<0,0001), e menor taxa de complicações (7,5 versus 20 e 35,7%, p=0,004) e internação (1,2; 6,7 e 9,5 dias, p< 0,0001). A proporção do sexo feminino foi semelhante entre os 3 grupos. A média de dias de internação hospitalar no grupo 1 foi de 1,2 dias, no grupo 2 de 6,8 e no 3 de 14,0 dias (p <0,0001). Pela curva de Kaplan-Meier, a partir do 6º dia de internação não havia nenhum paciente do grupo 1 e no 16º dia havia 2% do grupo 2 internados, com alta de todos no 18º dia. Os gastos de enfermaria ou apartamento foram menores no grupo 1 (p <0,0001), sem diferença entre os grupos 2 e 3. Contudo os gastos totais, incluindo a prótese, foram maiores no grupo 1. Houve associação entre o peso categórico (≤ 10 kg) e os gastos de enfermaria ou apartamento (p=0,031). Conclusões: houve menor proporção de complicações no grupo 1, com menor tempo de internação hospitalar. A idade e o peso foram maiores nesse grupo, com proporção semelhante de sexos. O custo referente à internação foi menor no grupo 1, porém com maior gasto total em razão ao valor do dispositivo usado, o AVP II.

Abstract

Assunto

Permeabilidade do Canal Arterial, Cardiopatias Congênitas, Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares, Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos, Dispositivo para Oclusão Septal

Palavras-chave

Persistência do canal arterial, Cardiopatia congênita, Cirurgia cardiovascular, Cateterismo, Oclusão percutânea, Amplatzer Vascular Plug II

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