Sífilis congênita no Brasil em 2001/2002 e 2012/2013: estudo de causas múltiplas de óbito
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Estudar e comparar óbitos por sífilis congênita no Brasil em 2001/2002 e 2012/2013. Métodos: Estudo
transversal de óbitos perinatais do Sistema de Informação sobre Mortalidade com menção de sífilis congênita.
Foram avaliados: história reprodutiva da mãe, aspectos sociodemográficos, gestação, parto, recém-nascido e causa do
óbito. Foi feita comparação de proporções e teste t. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Ocorreram
330 e 933 óbitos perinatais com menção de sífilis congênita em 2001/2002 e 2012/2013, respectivamente. Em ambos
os períodos, a média de idade das mães foi de pouco mais de 23 anos; mais da metade dos óbitos foi de filhos de mães
residentes no Sudeste; a categoria mais comum de peso ao nascer foi 1.000 a menos de 2.500g; e 80% das causas
básicas foi a sífilis congênita. O percentual de mães com mais de sete anos de escolaridade passou de 22,1 para 34,7%
(p<0,001) do primeiro para o segundo período; a prematuridade foi mais frequente entre os que morreram (p<0,001) tendo
aumentado no período; óbitos cujas causas básicas foram fatores maternos, complicações da gravidez e trabalho de parto
aumentaram percentualmente dos dois biênios; houve redução daqueles óbitos causados por transtornos respiratórios
e cardiovasculares específicos do período perinatal (p<0,001). Conclusão: A sífilis congênita é um problema de saúde
pública no Brasil. O número de óbitos com menção da doença quase triplicou em 11 anos. Chama a atenção que ocorram
óbitos de nascidos com peso viável, o que indica que tais óbitos são preveníveis.
Abstract
Assunto
Sífilis congênita, Causas de morte, Doenças transmissíveis, Mortalidade perinatal, Transmissão vertical de doença infecciosa