Efeitos da equoterapia em desfechos motores de crianças e adolescentes com transtorno do espectro do autismo: uma revisão de literatura

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado por dificuldades sociais, comunicativas e comportamentais. A equoterapia tem sido frequentemente utilizada em indivíduos com TEA, com foco principalmente em resultados nos desfechos de comportamento, interação social e comunicação. A equoterapia é uma estratégia de reabilitação realizada com o praticante montado no cavalo em movimento, que causa contrações musculares e ajustes posturais que são necessários para reagir aos movimentos do cavalo. Dessa forma, a equoterapia pode ter influência também em desfechos motores nessas crianças. Objetivo: O presente estudo visa avaliar os efeitos da equoterapia em desfechos motores de crianças e adolescentes com TEA. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada por meio de busca nas bases de dados Medline/PubMed, Scielo e Cochrane, nos idiomas português e inglês. Os critérios de inclusão foram estudos que abordassem intervenção de equoterapia no tratamento de crianças e adolescentes com TEA com idade entre 2 e 18 anos, buscando melhora em desfechos motores. Os critérios de exclusão foram: intervenções em populações maiores de 18 anos, pessoas com outras condições neurológicas, não especificação da intervenção utilizada ou que utilizava outro tipo de intervenção, que não a equoterapia. Resultados: A busca bibliográfica resultou em um total de 129 citações. Após a triagem, 108 resumos foram excluídos por não atenderem os critérios de inclusão. Artigos em texto completo foram avaliados na integra para elegibilidade. Após a avaliação de 21 artigos, 16 foram removidos, totalizando cinco artigos com as características adequadas para serem incluídos e analisados neste estudo. As sessões de equoterapia em sua maioria foram realizadas uma vez por semana, com duração que variou de meia hora a uma hora, no período de 4 a 25 semanas. Os cinco estudos elegíveis demonstraram melhorias nos desfechos motores, como equilíbrio, postura e coordenação, após a intervenção com equoterapia. No entanto, a heterogeneidade nos protocolos de intervenção e a falta de detalhes sobre as sessões de equoterapia são limitações importantes. Conclusão: A equoterapia pode beneficiar crianças e adolescentes com TEA em desfechos motores, mas são necessárias pesquisas futuras para entender melhor sua eficácia e mecanismos de ação.

Abstract

ABSTRACT Introduction: Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder characterized by social, communicative, and behavioral difficulties. Equine therapy has often been used in individuals with ASD, mainly focusing on outcomes related to behavior, social interaction, and communication. Equine therapy is a rehabilitation strategy performed with the practitioner mounted on a moving horse, causing muscle contractions and postural adjustments necessary to react to the horse's movements. Thus, equine therapy may also influence motor outcomes in these children. Objective: This study aims to evaluate the effects of equine therapy on motor outcomes in children and adolescents with ASD. Method: This is a literature review conducted through searches in the Medline/PubMed, Scielo, and Cochrane databases, in Portuguese and English languages. Inclusion criteria were studies addressing equine therapy intervention in the treatment of children and adolescents with ASD aged between 2 and 18 years, aiming to improve motor outcomes. Exclusion criteria were interventions in populations older than 18 years, individuals with other neurological conditions, lack of specification of the intervention used or using another type of intervention other than equine therapy. Results: The literature search resulted in a total of 129 citations. After screening, 108 abstracts were excluded for not meeting the inclusion criteria. Full-text articles were assessed for eligibility. After evaluating 21 articles, 16 were removed, resulting in five articles with suitable characteristics to be included and analyzed in this study. The equine therapy sessions were mostly conducted once a week, with durations ranging from half an hour to one hour, over a period of 4 to 25 weeks. The five eligible studies demonstrated improvements in motor outcomes such as balance, posture, and coordination following equine therapy intervention. However, heterogeneity in intervention protocols and lack of details about equine therapy sessions are important limitations. Conclusion: Equine therapy may benefit children and adolescents with ASD in motor outcomes, but further research is needed to better understand its efficacy and mechanisms of action.

Assunto

Autismo, Terapia Assistida por Cavalos, Fisioterapia

Palavras-chave

Transtorno do espectro do autismo, Equoterapia/hipoterapia

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