As metamorfoses da coisa: modos de apresentação do real nos escritos de Primo Levi

dc.creatorLuciola Freitas de Macedo
dc.date.accessioned2019-08-10T14:25:58Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:19:32Z
dc.date.available2019-08-10T14:25:58Z
dc.date.issued2014-04-28
dc.description.abstractThis research aims to present and clarify, based on the notion of Thing as conceptualized by Jacques Lacan, on the heels of Sigmund Freud, the different ways in which Primo Levi, chemist, writer and an Auschwitz survivor, has used writing as a way to face the Nazi thing ", the trauma of deportation and confinement and what continues to traumatize even after the liberation of the concentration camps in January 1945. For this purpose, we will examine several dimensions of his work: testimony, poetry, short story, essay, articles in newspapers and interviews given throughout his life. First, we discuss the concept of Thing and the problem of truth by examining his fantastic tales, and, above all, the notion of gray zone, central axis on which constitutes his book, The drowned and the saved. Second, we chose to investigate the concept of the Thing in the teachings of Jacques Lacan. The next step examines how, in face of the Thing and of the inassimilable of the real trauma, the writer uses his poetic writing. Finally, we follow the metamorphosis of the Thing in If this is a man, his first testimony, and as from his trajectory as a writer, through the use of oxymoron, until the genesis of the original concept of "gray zone".
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9QHH3L
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTestemunhas
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectLevi, Primo
dc.subjectEscrita
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherPrimo Levi
dc.subject.otherJacques Lacan
dc.subject.otherReal
dc.subject.otherTestemunho
dc.subject.otherEscrita
dc.subject.otherCoisa
dc.titleAs metamorfoses da coisa: modos de apresentação do real nos escritos de Primo Levi
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Marco Aurelio Maximo Prado
local.contributor.advisor1Antonio Marcio Ribeiro Teixeira
local.contributor.referee1Vladimir Pinheiro Safatle
local.contributor.referee1Newton Bignotto de Souza
local.contributor.referee1Renato de Andrade Lessa
local.contributor.referee1Marcia Maria Rosa Vieira
local.description.resumoEsta pesquisa tem por objetivo apresentar e elucidar, partindo da noção de Coisa tal como conceituada por Jacques Lacan, na esteira de Sigmund Freud, as diferentes maneiras através das quais, Primo Levi, químico, escritor e sobrevivente de Auschwitz, serviu-se da escrita como modo de enfrentar o que chamou de Coisa Nazi, o trauma da deportação e do confinamento, e o que desta experiência continuara a traumatizar, mesmo após a liberação dos Campos de Concentração, em janeiro de 1945. Para tanto, recorremos a um amplo exame de sua obra: relato testemunhal, poesia, conto, ensaio, artigos publicados em jornais e entrevistas dadas ao longo de sua vida. Num primeiro momento, abordou-se a Coisa e o problema da verdade através do exame dos seus contos fantásticos e da noção de zona cinzenta, eixo central sobre o qual se constitui seu livro Os afogados e os sobreviventes. Num segundo momento optou-se por situar a noção de Coisa no ensino de Jacques Lacan, para em seguida examinar como, diante da face inassimilável da Coisa e do real do trauma, o escritor lança mão do recurso à escrita poética. Ao final, procurou-se acompanhar as metamorfoses da Coisa à luz de É isto um homem?, seu primeiro testemunho publicado, por meio de um contraponto com o recurso ao oximoro, até a gênese do conceito original de zona cinzenta.
local.publisher.initialsUFMG

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