Vulnerabilidades e Heterogeneidades Populacionais em um Contexto de Realocação Planejada em Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Gilvan Ramalho Guedes
Diego Rodrigues Macedo
Raquel de Mattos Viana
Ricardo Safra de Campos

Resumo

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2018), com base em dados do Censo Demográfico de 2010, cerca de 390 mil pessoas vivem em áreas sujeitas a riscos hidrometeorológicos em Belo Horizonte. Pessoas que vivem em áreas de risco de centros urbanos são particularmente vulneráveis devido à combinação de limitado acesso a serviços públicos, desvantagens socioeconômicas, atributos demográficos e exposição a eventos ambientais extremos. Portanto, torna-se imperativo identificar quais subgrupos da população são mais vulneráveis aos desastres e onde vivem, a fim de informar as intervenções políticas necessárias para reduzir a exposição ao risco ou mitigar os impactos de eventos extremos. A partir do uso de duas bases municipais em áreas de vilas de Belo Horizonte – os Registros de Remoções Domiciliares e dos Planos Globais Específicos –, assim como por meio de estatística descritiva, regressão logística e método de agrupamento, esta tese procura identificar os principais perfis realocados por uma política urbana de realocação e discutir sua possível seletividade em relação às populações dessas áreas classificadas como “de risco”. Os resultados descritivos mostram que a população das áreas de risco é, em média, composta por grupos com menor renda, negros e no geral mais jovens e com mais filhos. Dentre os realocados, as diferenças se intensificam quando comparados os grupos que foram realocados de forma permanente ou temporária, sendo os primeiros com maior nível de renda, compostos por famílias mais jovens, em início de ciclo de vida domiciliar e mães solo. No contexto urbano, foco desta pesquisa, observa-se que a realocação planejada enquanto política urbana de Belo Horizonte, apresenta seletividade em relação às famílias atendidas. Corroborando o resultado da regressão logística, os perfis identificados pela análise de agrupamento apontam para famílias mais jovens, lideradas por mulheres e com filhos, como o grupo atendido com maior frequência pela política supracitada. Os resultados apontam que o ciclo de vida domiciliar está intimamente ligado ao perfil atendido pela política de realocação, porém a seletividade no contexto de realocação revela grupos mais vulneráveis presos às áreas expostas ao risco socioambiental.

Abstract

Assunto

Palavras-chave

Demografia, Realocação Planejada, Vulnerabilidade, Belo Horizonte

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