Plataformas digitais de transporte e uso algorítmico do território brasileiro
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O artigo apresenta os resultados de pesquisa em curso sobre as plataformas digitais e uberização, buscando dar ênfase à dimensão territorial dos processos de digitalização contemporâneos. O recorte analítico é dedicado às plataformas digitais transporte privado compartilhado, como Uber e 99-DiDi, além de alguns exemplos daquelas ligadas ao setor de entregas (delivery). Do ponto de vista teórico, propõe-se pensar as plataformas digitais como plataformas territoriais, uma vez que o sentido dessas corporações não se aliena da materialidade historicamente constituída, a despeito da densidade informacional que as diferencia. Igualmente, a partir da proposta formulada por Santos (1994b), propõese pensar no uso algorítmico do território, como forma de qualificar o sentido corporativo do uso característico dessas plataformas. Nesse sentido, o caso dos hexágonos de mapeamento desenvolvidos pela Uber (H3, ou Hexagonal Hierarchical Spatial Index) é aprofundado. Metodologicamente, a pesquisa se apoia em revisão bibliográfica, levantamentos de dados primários e secundários, entrevistas e trabalhos de campo. As conclusões apontam para a criação de novas desigualdades e indica novos desafios para a compreensão dos usos do território pelas plataformas digitais, bem como as disputas ligadas ao planejamento estatal do território e do trânsito.
Abstract
The article presents the results of ongoing research on digital platforms and uberization, seeking to emphasize the territorial dimension of contemporary digitization processes. The analytical cutout is dedicated to ride-hailing platforms, such as Uber and 99-DiDi, in addition to some examples of those linked to the delivery sector. From a theoretical point of view, it is proposed to think of digital platforms as territorial platforms, since the meaning of these corporations is not alienated from the historically materiality, despite the informational density that differentiates them. Likewise, based on the proposal formulated by Santos (1994b), it is proposed to think about the algorithmic use of territory, to qualify the corporate use operate by these platforms. In this sense, the case of the mapping hexagons developed by Uber (H3, or Hexagonal Hierarchical Spatial Index) is expanded. Methodologically, the research is based on a bibliographic review, surveys of primary and secondary data, interviews, and fieldwork. The conclusions point to the creation of new inequalities and indicate new challenges for understanding the uses of the territory by digital platforms, as well as disputes linked to state planning of territory and traffic.
Assunto
Geografia urbana, Transporte urbano - Brasil, Economia compartilhada, Tecnologia da informação, Algorítmos computacionais
Palavras-chave
Plataformas Digitais, Digitalização do espaço, Uberização, Uber, Plataformização
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