Biogeography and community assembly of campos rupestres
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Biogeografia e Assembléia de Comunidades dos Campos Rupestres
Primeiro orientador
Membros da banca
Márcia Cristina Mendes Marques
Geraldo Alves Damasceno Júnior
Geraldo Alves Damasceno Júnior
Resumo
Aim: Campos rupestres are rocky montane old-growth grasslands in South America,
mostly occupying montane areas above 900 m a.s.l. and up to 2033 m. To address
effective conservation strategies for these hyperdiverse, yet threatened ecosystems, our
aim was to explore the floristic identity of campos rupestres, and to test whether variation
on climatic and edaphic conditions limit the distribution of plant species within floristic
groups of campos rupestres.
Location: The campo rupestre s.l. vegetation in Brazil, comprising the Espinhaço Range
(Minas Gerais-MG and Bahia-BA), Iron Quadrangle (Minas Gerais-MG), Serra dos
Carajás (Pará-PA) and the Urucum Plateau in Corumbá (Mato Grosso do Sul-MS).
Taxon: Angiosperms
Methods: We compiled a database with 98 geo-referenced floristic surveys in campos
rupestres scattered across major tropical biomes of South America, comprising 5,182
species of angiosperms. We used k-means partitioning analyses to define the optimal
number of floristic clusters among campo rupestre plant communities, and then used
redundancy analyses to evaluate whether the major gradient of floristic variation within
each group are associated with variation in environmental (climate and soil) and spatial
factors. Furthermore, we tested whether the overall importance of species replacement
for the assembly of campos rupestres’ metacommunities.
Results: Our results support six distinct floristic groups, or metacommunities of campos
rupestres, with a clear segregation between ironstone and quartzite outcrops. Climatic
and edaphic conditions act at distinct spatial scales shaping variation in community
composition of each metacommunity. Finally, variation in community composition is
consistently structured by species turnover along environmental gradients.
Main conclusions: We stress the importance of conservation strategies that consider
protection areas spanning several distinct points along the environmental gradients of
each campo rupestre metacommunity. Moreover, we suggest dropping the term campo
rupestre sensu lato (i.e., quartzite and canga lumped together) and that compensation
measures should take into account biogeographical groups within each geomorphology.
Abstract
Objetivo: Campos rupestres são paisagens antigas com afloramentos rochosos na
América do Sul, ocupando principalmente áreas montanhosas acima de 900 m de altitude
até 2033 m. Com objetivo de elucidar estratégias eficazes de conservação para este
ecossistema, nos exploramos a identidade florística dos campos rupestres e testamos se a
variação nas condições climáticas e edáficas limitam a distribuição de espécies de plantas
dentro de cada um dos grupos florísticos campos rupestres.
Localização: Campos rupestres brasileiros abrangendo a Cadeia do Espinhaço (de Minas
Gerais-MG até a Bahia-BA), Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais-MG), Serra dos
Carajás (Pará-PA) e o maciço do Urucum em Corumbá (Mato Grosso do Sul-MS)
Taxon: Angiospermas
Métodos: Compilamos um banco de dados com 98 levantamentos florísticos
georreferenciados em campos rupestres espalhados pelos principais biomas tropicais da
América do Sul, compreendendo 5.182 espécies de angiospermas. Usamos uma análise
de partição k-means para avaliar a identidade florística entre as comunidades vegetais dos
campos rupestres e, em seguida, usamos análises de redundância para avaliar se o
principal gradiente de variação florística dentro de cada grupo está associado à variação
nos fatores ambientais (clima e solo) e espaciais. Além disso, para avaliar a estrutura da
comunidade para cada um dos grupos, usamos a abordagem de metacomunidades.
Resultados: Nossos resultados suportam seis grupos florísticos distintos, ou
metacomunidades de campos rupestres, com uma clara segregação entre canga e
quartzito. As condições climáticas e edáficas atuam em escalas espaciais distintas
moldando a variação na composição da comunidade de cada metacomunidade.
Finalmente, a variação na composição da comunidade é consistentemente estruturada
pela substituição de espécies ao longo de gradientes ambientais.
Principais conclusões: Ressaltamos a importância de estratégias de conservação que
considerem áreas de proteção em vários pontos distintos ao longo dos gradientes
ambientais de cada metacomunidade de campo rupestre. Além disso, sugerimos o
abandono do termo campo rupestre sensu lato (ou seja, quartzito e canga agrupados) e
que as medidas de compensação levem em consideração grupos biogeográficos dentro de
cada geomorfologia.
Assunto
Ecologia, Campo Cerrado, Biogeografia, Metacomunidades
Palavras-chave
campo rupestres, biogeography, community assembly