Perfil da prática de automedicação por estudante de medicina

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Artigo de periódico

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Overview of the practice of self-medication by medical students

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A automedicação, caracterizada pela ministração de medicamentos sem orientação profissional ou com a dispensa de prescrição médica, é uma prática realizada pela população de forma generalizada, notoriamente de alta prevalência entre estudantes de medicina. Apesar de emcertas situações se dar de forma benéfica, tomar medicamentos sem nenhum tipo de aconselhamento profissional, é uma atitude que configura sérios riscos à saúde, tanto individual quanto coletiva. Objetivo: Avaliar a prevalência e os fatores envolvidos na prática da automedicação por estudantes do curso de medicina. Método: Trata-se de um estudo observacional analítico de caráter transversal sobre o perfil da automedicação em acadêmicos de medicina, com enfoque na análise da prevalência da prática entre essapopulação. A amostra do estudo contou com 315 estudantes. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário eletrônico enviado por aplicativosde mensagens instantâneas a estudantes de medicina de uma faculdade privada de ensino superior do estado de Minas Gerais. Os dados obtidos foram tabulados e a análise das respostas se deu mediante uso do programa Minitab 18. Para a associação entre as variáveis categóricas foram utilizados o Teste exato de Fisher e o Teste qui-quadradode Pearson.Resultados: A prevalência da automedicação na população estudada foi alta (92,7%), no período retroativo de 12 meses, e, mesmo os que não praticaram em nenhum momento nesse período relataram já teremse automedicadoem algum momento da vida.Os medicamentosmais utilizados pelos participantes foram os analgésicos, seguidos dos AINES.Amaior parte dos participantes (42%) respondeu que o ingresso no curso de medicina influencioua intensificar a prática, enquanto que 33% assinalou que não influenciou em nada,3% que influenciou a começar a praticar, 20% que influenciou a reduzir a prática e 2% que influenciou a não praticar. Conclusão:A identificação da prevalência da automedicação pelos estudantes de medicina éum importante marcador para auxiliar medidas cabíveis de intervenção quando necessárias, para que os estudantes possam minimizar a realização inadequada desse hábito por si mesmos e para que assim possam auxiliar os futuros pacientes quanto ao assunto.

Abstract

Self-medication, characterized by the administration of medication without professional guidance or with the dispensing of medical prescription, is a practice widely performed by the population, notably of high prevalence among medical students. Although in certain situations it is beneficial, taking medication without any professional guidance is an action that can lead to serious health risks, both individual and collective. Objective: To assess the prevalence and the factors involved in the practice of self-medication by medical students. Method: This is an analytical observational cross-sectional study on the epidemiological profile of self-medication in medical students, focusing on the the prevalence of the practice among this population. The study sample included 315 students. Data were collected through the application of an electronic questionnaire sent by instant messaging apps to medical students from a private college in the state of Minas Gerais.. Thedata obtained were tabulated and the analysis of the answers was carried out using the Minitab 18 program. For the association between categorical variables, Fisher's exact test and Pearson's chi-square test were used. Results: The prevalence of self-medication in the studied population was high (92.7%) in the 12-month retroactive period, and even those who did not practice at any time during this period reported practising self-medicated at some point in their lives. The medications most used by the participants were analgesics, followed by NSAIDs. Most participants (42%) answered that entering the medical course influenced them to intensify the practice, while 33% indicated that it did not influence them at all, 3% that it influenced them to start practicing, 20% that it influenced them to reduce their practice and 2% responded that influenced them not to practice. Conclusion: The identification of the prevalence of self-medication by medical students is an important marker to help appropriate interventionmeasures when necessary, so that students can minimize the inadequate practice of this habit by themselves and so that they can help future patients with the subject matter.

Assunto

Medicina, Estudantes, Automedicação

Palavras-chave

Automedicação, Estudantes de Medicina, Prevalência

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https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/35504

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