Insuficiência exócrina do pâncreas secundária à diabetes mellitus tipo 2: perspectivas e desafios

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INTRODUÇÃO: A insuficiência exócrina do pâncreas(IEP) afeta até 32% dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2(DM2), podendo manifestar-se com esteatorreia, dor abdominal e deficiência nutricional. Mesmo assintomática, sugere-se ainda que a presença de IEP pode agravar a DM2. Parâmetros clínico-laboratoriais definem quais pacientes diabéticos poderiam ser beneficiados pelo teste de elastase fecal-1(ELASPF), exame indireto da função pancreática. Conhecer esses parâmetros e a relação entre DM2 e IEP favorece o diagnóstico precoce, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. OBJETIVOS: Avaliar a ocorrência de IEP secundária a DM2 e sua correlação com quadro clínico e propedêutica. METODOLOGIA DE BUSCA: Revisão realizada com os descritores “diabetes”, “disfunção pancreática”, “disfunção exócrina” e “insuficiência exócrina” na plataforma PubMed. Foram selecionados trabalhos publicados após 2015 que abordavam o tema na íntegra. DISCUSSÃO: Os níveis de elastase fecal-1(FE-1) são diferentes entre diabéticos(137,38 ± 60,53µg/g) e não-diabéticos(179.85 ± 48.91µg/g, IC95%), sendo menores no primeiro grupo(p<0,0001). A prevalência de IEP em diabéticos variou entre os artigos avaliados(13 a 32%). A etiopatogênese ainda não foi totalmente elucidada: angiopatia(retinopatia e pulso periférico anormal associados com IEP; p=0,001) e neuropatia autonômica são possíveis causas de atrofia do tecido exócrino, além da própria redução dos níveis de insulina e glucagon - hormônios com efeito trófico nos ácinos pancreáticos. Inversamente, é possível que a disfunção exócrina piore a DM2 por redução da massa das ilhotas. Devido à inviabilidade de realizar o ELASPF em todos os pacientes, é de relevância epidemiológica saber quais apresentam indícios de IEP. Parâmetros glicêmicos elevados também acompanham menores níveis de FE-1 - glicemia de jejum(p=0,001); glicemia pós-prandial(p=0,012); hemoglobina glicada(p=0,001). Não foi encontrada correlação entre idade(p=0,5) e FE-1; não houve consenso(p=0,52 vs. p<0,004) quanto à duração de DM2. Uma das consequências da IEP é deficiência de vitaminas A, E e D(p<0,05), contribuindo para a perda ponderal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Há correlação entre níveis de FE-1 com parâmetros glicêmicos, hipovitaminoses e complicações da DM2, embora ainda sejam necessários novos estudos. Esses fatores auxiliam na seleção dos diabéticos que seriam beneficiados pelo ELASPF, propiciando cuidado integral aos pacientes à luz da gastroenterologia preventiva.

Abstract

Assunto

Pâncreas Exócrino, Diabetes Mellitus Tipo 2, Desnutrição, Insuficiência Pancreática Exócrina, Elastase Pancreática, Gastroenterologia

Palavras-chave

Pâncreas Exócrino, Diabetes Mellitus Tipo 2, Desnutrição, Insuficiência Pancreática Exócrina, Elastase Pancreática, Gastroenterologia

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https://www.even3.com.br/anais/cabad_2019/188969-insuficiencia-exocrina-do-pancreas-secundaria--a-diabetes-mellitus-tipo-2--perspectivas-e-desafios/#:~:text=INSUFICI%C3%8ANCIA%20EX%C3%93CRINA%20DO%20P%C3%82NCREAS%20SECUND%C3%81RIA,TIPO%202%3A%20PERSPECTIVAS%20E%20DESAFIOS&text=INTRODU%C3%87%C3%83O%3A%20A%20insufici%C3%AAncia%20ex%C3%B3crina%20do,dor%20abdominal%20e%20defici%C3%AAncia%20nutricional.

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