A instituição da escravidão contemporânea pelo Estado no sistema prisional: novas-velhas formas de extração de mais valor
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O estudo de base teórica marxiana permitiu preencher uma lacuna nas discussões sobre
a escravidão contemporânea: o papel do estado na instituição desse fenômeno. Analisamos como
a mediação do Estado nas relações sociais, que constituem e permeiam o sistema penal,
transforma parte da classe trabalhadora, outrora exército ativo ou de reserva, em exército de
reserva encarcerado apto para ser explorado em condições análogas à escravidão. O método
utilizado foi o materialismo histórico, a fim de compreender a essência das relações sociais
observadas durante os oito meses de pesquisa in loco e das entrevistas semiestruturadas. Nossas
análises nos permitiu apreender a expressão da classe trabalhadora superando o senso moral
comum, pois na perspectiva do valor e de sua acumulação nada se altera se as atividades
industriais são legais ou ilegais. A diferença encontra-se na intensidade em que o processo de
exploração e de pauperização impõem a miserabilidade humana à classe trabalhadora.
Abstract
Assunto
Prisioneiros, Trabalho escravo, Trabalho, Prisões
Palavras-chave
Sistema Prisional, Escravidão Contemporânea, Trabalho Escravo, Relações de Trabalho, Estado-Capitalismo
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