Avaliação de Fatores de Risco associados a complicações e óbitos em pacientes pediátricos com Meningite Bacteriana confirmada

dc.creatorDaniela Caldas Teixeira
dc.date.accessioned2022-11-04T14:48:56Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:48:59Z
dc.date.available2022-11-04T14:48:56Z
dc.date.issued2019-08-28
dc.description.abstractBacterial meningitis infections are prevalent worldwide and are considered a serious public health problem because of high morbidity and mortality. The identification of risk factors causing severe outcomes in children diagnosed with meningitis helps to define patients who could benefit from aggressive therapeutic interventions to reduce the unfavorable prognosis. Objectives: The aim of this study was to define the risk factors associated with suppurative complications, short-term sequelae, and death in pediatric patients with bacterial meningitis in the state of Minas Gerais. Methods: A retrospective cohort study in children diagnosed with bacterial meningitis, aged from 0 moths to 18 years, admitted to Hospital Infantil João Paulo II, from January 2005 to December 2018. Results: After multivariate analysis, there was an association of the etiological agents Spn (p 0.006) and H. influenzae type B (p 0.004) with neurological sequelae during hospital discharge. Age less than 1 year during diagnosis (p 0.008; RR 16.26 [95% CI, 2.06-128.6]) and seizures (p 0.038; RR 2.53 [95% CI, 1.05-6.08]) were the independent risk factors for suppurative complications. Death were associated with the presence of gastrointestinal symptoms (p 0.02; RR 5.066 [95% CI, 1.29-19.87]), along with signs of clinical severity (p 0.015; RR 3.453 [1.27-9.39]).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/46919
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectMeningites Bacterianas
dc.subjectFatores de Risco
dc.subjectPrognóstico
dc.subject.othermeningite bacteriana
dc.subject.otherfatores de risco
dc.subject.otherprognóstico
dc.titleAvaliação de Fatores de Risco associados a complicações e óbitos em pacientes pediátricos com Meningite Bacteriana confirmada
dc.title.alternativeRisk factors associated with the outcomes of pediatric bacterial meningitis:
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Lilian Martins Oliveira Diniz
local.contributor.advisor1Roberta Maia de Castro Romanelli
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9029797403913218
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6143883550485451
local.description.resumoApesar da redução da incidência de meningites bacterianas, após introdução no calendário vacinal de cobertura para seus principais agentes, a doença ainda é responsável por alta morbidade e mortalidade em crianças. A identificação de fatores de risco para desfechos graves em crianças diagnosticadas com meningite, auxilia na definição de pacientes que possam beneficiar-se de intervenções terapêuticas mais agressivas, de modo a reduzir prognósticos desfavoráveis. Objetivo: Definir fatores de risco associados a complicações supurativas, sequelas a curto prazo e óbito em meningite bacteriana. Método: Coorte retrospectiva que avaliou pacientes de 0 a 18 anos, com diagnóstico de meningite bacteriana, internados no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), referência em Doenças Infecciosas em Minas Gerais, entre janeiro de 2005 e dezembro de 2018. Foram consideradas variáveis preditoras: sinais e sintomas à admissão, sexo, idade, perfil quimiocitológico do líquoe e agente etiológico. Resultado: Foram atendidos 1468 casos de meningite, sendo 840 de etiologia bacteriana, dentre os quais foi possível a identificação de agente etiológico em 178. A idade variou de 0 meses a 17 anos, com faixa etária predominante de menores de 1 ano (36%). As meningites meningocócicas (Nmn) foram mais prevalentes (51%), seguidas das meningites pneumocócicas (Spn) (31%) e meningites por Haemophilus influenzae tipo b (Hib) (10%). Houve tendência de estabilidade quanto ao número de meningites causadas por Hib ao longo dos anos da coorte, enquanto Nmn e Spn apresentam tendência à redução de frequência de ocorrência após 2010. Foi possível a identificação do sorogrupo associado a doença meningocócica em 60 dos 91 casos (66%). O sorogrupo C foi o mais prevalente, respondendo por 82%, seguido pelo sorogrupo B (12%) e WY (6%). A emergência dos sorogrupos W e Y ocorreu de maneira mais evidente a partir do ano de 2013. A prevalência de sequelas neurológicas foi de 12,4%, destacando-se déficit auditivo (41%). Houve associação dos agentes etiológicos Spn (p 0,006) e Hib (p 0,004), com sequela a curto prazo, com risco relativo (RR) de 5,18. 33 pacientes (19%) evoluíram com complicações supurativas, sendo definido como fatores de risco independentes: idade menor que 1 ano (p 0,008 - RR 16,26 (CI 95% 2,06-128,6)) e crise convulsiva (p 0,038 - RR 2,53 (CI 95% 1,05-6,08)). 22 (12,4%) evoluíram para óbito. A presença de sintomas gastrointestinais (p 0,02 - RR 5,066 (CI 95% 1,29-19,87)), e sinais de gravidade clínica à admissão (p 0,015 - RR 3,453 (1,27-9,39)) apresentaram associação independe ao óbito. Conclusão: Spn e Hib foram associados ao diagnóstico de sequela na ocasião da alta hospitalar, crises convulsivas foram consideradas fator de risco para complicações supurativas, e a presença de sintomas gastrointestinais ou sinais de gravidade clínica foram associados ao óbito.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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