Design gráfico, memória institucional e divulgação científica: um almanaque para os 25 anos da UFMG Jovem
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Renata Amaral de Matos Rocha
Santer Alvares de Matos
Santer Alvares de Matos
Resumo
Esta dissertação investiga o papel do design gráfico como instrumento de mediação crítica da memória institucional e da popularização da ciência, a partir da análise dos 25 anos da feira UFMG Jovem. Criada em 1999, a feira consolidou-se como espaço de diálogo entre universidade e sociedade. O objetivo central da pesquisa foi analisar a memória institucional da UFMG Jovem e fundamentar a elaboração de um almanaque gráfico-educativo comemorativo, destinado a estudantes e professores da educação básica. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, exploratória e aplicada, ancorada na análise documental de registros institucionais (anais, boletins, materiais gráficos e fotográficos) produzidos entre 1999 e 2024. A análise foi conduzida em duas etapas: avaliação preliminar dos documentos, considerando autoria, contexto e confiabilidade, e categorização temática com codificação crítica, visando identificar recorrências, lacunas e disputas simbólicas. A fundamentação teórica articulou três eixos: popularização da ciência como direito cultural, design gráfico como linguagem situada e memória institucional como campo simbólico em disputa. A proposta do almanaque incorporou princípios do design de informação, recepção ativa e letramento visual. A análise revelou processos de expansão e resiliência da feira, marcados por desafios como interrupções, lacunas de registro e reinvenção durante a pandemia de Covid-19. O almanaque resultante organiza-se em módulos temáticos, linha do tempo e recursos gráficos que buscam estimular a apropriação crítica do conhecimento científico. Os resultados evidenciam o papel do design gráfico, como ferramenta de mediação, na democratização da memória institucional, no fortalecimento do vínculo universidade–educação básica e na ampliação do acesso à informação, especialmente para públicos historicamente marginalizados. Conclui-se que a articulação entre design, educação e memória potencializa práticas de popularização da ciência, embora persistam desafios de inclusão e sustentabilidade. O estudo reafirma o papel da extensão universitária na promoção da cultura científica como direito e destaca o almanaque como dispositivo de preservação e ativação crítica da memória da UFMG Jovem, projetando continuidade para iniciativas de divulgação científica e de memória institucional no Brasil.
Abstract
This dissertation examines the potential of graphic design as a critical mediating tool for institutional memory and science communication, based on an analysis of the 25-year history of the UFMG Jovem science fair. Established in 1999, the fair has become a key platform for dialogue between the university and society, fostering educational, scientific, and cultural practices beyond formal schooling. The main objective was to analyze the institutional memory of UFMG Jovem and develop a commemorative graphic-educational almanac for students and teachers in basic education. The research adopted a qualitative, exploratory, and applied approach, grounded in documentary analysis of institutional records (proceedings, newsletters, graphic materials, and photographs) produced between 1999 and 2024. The analysis followed a two-step method: preliminary assessment of documents, considering authorship, context, and reliability, followed by thematic categorization and critical coding to identify patterns, gaps, and symbolic disputes. The theoretical framework integrated three axes: science communication as a cultural right, graphic design as a situated language, and institutional memory as a symbolic field in dispute. The almanac proposal incorporated principles of information design, active reception, and visual literacy. The analysis revealed processes of expansion and resilience in the fair’s trajectory, marked by challenges such as interruptions, documentation gaps, and reinvention during the Covid-19 pandemic. The resulting almanac organizes critical and visual narratives into thematic modules, timelines, and graphic resources inspired by popular publications, aiming to stimulate active engagement with scientific knowledge. Findings indicate that graphic design, as a mediating tool, democratizes institutional memory, strengthens university-basic education connections, and expands access for marginalized groups, such as students from public schools in peripheral areas. The study concludes that the intersection of design, education, and memory enhances science communication practices, while persistent challenges related to inclusion and sustainability remain. It reaffirms the role of university extension in promoting scientific culture as a right and positions the almanac as an innovative device for preserving and critically activating the memory of UFMG Jovem, projecting continuity for future science communication and institutional memory initiatives in Brazil.
Assunto
Universidade Federal de Minas Gerais - Memória, Educação, Extensão universitária, Artes gráficas, Educação básica, Divulgação científica
Palavras-chave
Design gráfico, Memória institucional, Popularização da ciência, Educação básica, Extensão universitária, UFMG Jovem