Estudo exploratório sobre a voz crepitante no português brasileiro

dc.creatorBárbara Godinho de Oliveira
dc.date.accessioned2025-02-03T16:19:30Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:15:40Z
dc.date.available2025-02-03T16:19:30Z
dc.date.issued2024-04-10
dc.description.abstractThis work seeks to understand the occurrence of creaky voice as a laryngeal adjustment in the linguistic context of speech, being an exploratory study that employs a qualitative approach to evaluate acoustic graphs, glottal signal by electroglottograph (EGG), and quantitative evaluations to classify the types of creakiness found and to understand the contexts that condition them. Laboratory Phonology is used as the analysis methodology based on quantitative methods of acoustic measurements in line with the qualitative analysis of language. By evaluating the simultaneous acoustic and glottal signal, it is possible to characterize in greater detail different types of voice and the occurrence of creaky voice. Production data from an experiment with 10 participants were evaluated, in which it was possible to find 514 occurrences of creaky voice. The qualitative analysis of the data obtained points to the existence of types of creaky voice distinct from the prototypical creaky voice, which may present different acoustic measurements than expected for prototypical creakiness. In the quantitative analysis, parameters of fundamental frequency (f0), spectral tilt (H∗ 1 − H∗ 2 , H∗ 2 − H∗ 4 e H2k − H5k), cepstral peak prominence (CPP), harmonic-to-noise ratio (HNR), and openness quotient (OQ) were evaluated. The results obtained indicate that creaky voice occurs in typical speech, with an average rate of 1.48%, with no predominance between men and women or prosodic position. There is a preference for creaky voice by the vowels [E], [a], and [u] and in tonic position, but this should be interpreted with caution. Samples with creaky voice exhibit lower f0, CPP,H∗ 1 − H∗ 2 , and H∗ 2 −H∗ 4 values than samples with modal voice, as expected. OQ values exhibit a bimodal distribution and, along with their variability, may indicate different types of creaky voice.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79609
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectLíngua portuguesa – Estudo e ensino
dc.subjectLíngua portuguesa – Fonologia
dc.subjectAtos de fala (Linguística)
dc.subjectLíngua portuguesa – Fonética
dc.subject.otherVoz crepitante
dc.subject.otherAvaliação acústica
dc.subject.otherFonologia de Laboratório
dc.subject.otherEletroglotógrafo
dc.titleEstudo exploratório sobre a voz crepitante no português brasileiro
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Maria Mendes Cantoni
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7751617715708501
local.contributor.referee1Magnun Rochel Madruga
local.contributor.referee1Adelino Pinheiro Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2950300046939693
local.description.embargo2026-04-10
local.description.resumoEste trabalho procura entender a ocorrência da voz crepitante como ajuste laríngeo em contexto linguístico da fala, tratando-se de um estudo exploratório que usa uma abordagem qualitativa de avaliação dos gráficos acústicos, do sinal glótico pelo eletroglotógrafo (EGG) e avaliações quantitativas para classificar os tipos de crepitação encontradas e entender os contextos que os condicionam. É utilizada a Fonologia de Laboratório como metodologia de análise a partir de métodos quantitativos de medidas acústicas em consonância com a análise qualitativa da língua. Avaliando-se o sinal simultâneo acústico e glótico, é possível caracterizar em maior detalhe diferentes tipos de voz e a ocorrência da voz crepitante. Foram avaliados dados de produção de um experimento com 10 participantes, em que foi possível encontrar 514 ocorrências da voz crepitante. A análise qualitativa dos dados obtidos aponta para a existência de tipos de voz crepitante distintos da voz crepitante prototípica, que podem apresentar medidas acústicas diferentes das esperadas para a crepitação prototípica. Na análise quantitativa, foram avaliados os parâmetros de frequência fundamental (f0), inclinação espectral (H∗1 − H∗2 , H∗2 − H∗4 e H2k − H5k), proeminência de pico cepstral (CPP), razão entre harmonicidade e ruído (HNR) e quociente de abertura (OQ). Os resultados obtidos indicam que a voz crepitante ocorre na fala típica, com uma taxa média de 1,48%, não havendo predomínio entre homens e mulheres, ou posição prosódica. Há um favorecimento de voz crepitante pelas vogais [E], [a] e [u] e em posição tônica, mas que devem ser interpretado com cautela. As amostras com voz crepitante apresentam f0, CPP, H∗1 − H∗2 e H∗2 − H∗4 mais baixos do que as amostras com voz modal, como esperado. Os valores de OQ apresentam distribuição bimodal e, junto com a sua variabilidade, podem indicar diferentes tipos de voz crepitante.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0962-1212
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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