Parâmetros bioquímicos, hemostáticos e moleculares em mulheres com "Diabetes mellitus" tipo 2 e diferentes graus de acometimento de carótida

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Marinez de Oliveira Sousa
Leida Maria Botion
Antonio Ribeiro de Oliveira Junior
Elvira Maria Guerra Shinohara
Joyce Maria Annichino-Bizzacchi

Resumo

O risco de doença cardiovascular em mulheres com diabetes tipo 2 (DM2) é cinco vezes maior que em mulheres não diabéticas. Alterações no sistema hemostático precedem o diabetes e acompanham a progressão da lesão macrovascular. O objetivo deste estudo foi investigar as alterações bioquímicas, hemostáticas e genéticas de mulheres com diabetes tipo 2 segundo o grau de acometimento da carótida avaliado pelo Doppler. Foram avaliadas 64 mulheres com diabetes tipo 2, sendo 25 sem alteração no Doppler (íntima-média menor que 1mm), 15 com espessamento de íntima-média (maior que 1mm e sem placa) e 24 com placa aterosclerótica (com estenose menor que 50%). Como covariável foi avaliada a influência do uso dos medicamentos mais utilizados pelas pacientes. Após análise e discussão dos resultados pode-se concluir que a avaliação isolada do perfil lipídico de mulheres diabéticas, após intervenção clínica e farmacológica, não permite inferir sobre o grau de lesão macrovascular. Todavia, mulheres com diabetes tipo 2 e maior comprometimento macrovascular apresentam aumento dos níveis plasmáticos de dímero D, fibrinogênio e notadamente do fator VIII. O aumento dos níveis de PAI-1 não está associado à progressão da lesão macrovascular, bem como a presença das mutações nos genes da enzima metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) e da glicoproteína IIIa não estão associadas ao diabetes tipo 2. Os resultados analisados como um todo sugerem, à exceção do fibrinogênio, dímero D e do fator VIII, que o agravamento da doença macrovascular, ainda em estágio precoce, não está associado aos parâmetros laboratoriais avaliados em mulheres com DM2, nas condições deste estudo.

Abstract

Risk for cardiovascular disease is five-fold higher in type 2 diabetes women than in women without diabetes. Increased plasma levels of hemostatic markers precede the development of type 2 diabetes and are associated with macrovascular disease. The aim of this study was to evaluate the biochemical, hemostatic and genetic5h changes in type 2 diabetes women with different carotid intima-media thickness assessed by doppler. Sixty four type 2 diabetes women classified into the following subgroups according to the carotid intima-media thickness were studied: 25 with normal result (<1mm), 15 intermediate (>1mm and without plaque) and 24 with plaque (stenosis lower than 50%). Influence of medication use was evaluated as a covariant among patients. The results of this study show that a single assessment of the lipid profile in type 2 diabetes women, after clinical and pharmacological intervention, do not allow speculation about the macrovascular disease progression. However, type 2 diabetes women with macrovascular disease present increased plasma levels of D-dimer, fibrinogen and factor VIII. Elevated PAI-1 levels in type 2 diabetes women are not associated with macrovascular progression; as well as MTHFR and glycoprotein IIIa polymorphism are not associated with type 2 diabetes. The results taken together, except fibrinogen, D-dimer and factor VIII, suggest that the worsening of this disease still in an earlier stage is not associated to the other laboratory parameters assessed in type 2 diabetes women in the conditions of the present study.

Assunto

Bioquímica, Hemostase, Diabetes, Trombofilia, Farmácia

Palavras-chave

Diabetes mellitus 2

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