De 'terra de diletantes' a centro de formação de profissionais : o 'X Club' e a mão inglesa do desenvolvimento científico
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
Título alternativo
From 'land of dilettants' to professional training center : the 'X Club' and the English scientific development
Primeiro orientador
Membros da banca
Bráulio Silva Chaves
Bernardo Jefferson de Oliveira
Yurij Castelfranchi
Luiz Henrique de Lacerda Abrahão
Bernardo Jefferson de Oliveira
Yurij Castelfranchi
Luiz Henrique de Lacerda Abrahão
Resumo
A ideia de que ciência não é assunto para diletantes é hoje uma trivialidade, mas não o era na Inglaterra do século XIX, justamente o país a que se credita o feito de ter sido o berço da ciência moderna. A terra de Bacon, de Boyle e de Newton, de Faraday e de Dalton, teve que esperar muito mais tempo que a França e a Alemanha para fazer da ciência que se pratica em seus domínios um assunto para profissionais. E isso apesar de ter tido, desde o final do século XVIII, uma cultura científica sem paralelo, manifesta no fato de cidadãos britânicos comuns, de todas as idades, terem se tornado consumidores ávidos de textos e exposições científicas, e cuja expressão máxima foi a Great Exhibition, de 1851. O processo tardio por meio do qual a Inglaterra, no que se refere à ciência, deixou de ser uma “terra de diletantes” (como disse uma vez o químico alemão Justus von Liebig ao visitá-la) para se tornar um centro de formação de cientistas profissionais é o tema do presente trabalho. Argumenta-se que uma pequena confraria de jovens cientistas, autointitulada X Club, liderada por Thomas Henry Huxley, cumpriu um papel crucial nessa transição ao agir de modo deliberado para convencer o Estado da urgência de “germanizar” a atividade científica inglesa. No longo prazo, o X Club foi importante por utilizar a teoria da evolução para a formação das gerações seguintes e por utilizá-la como marco de separação entre cientistas e não-cientistas.
Abstract
The idea that science is not a subject for dilettantes is nothing but trivial nowadays, yet it was not so in 19th-century England, the country credited with being the cradle of modern science. The land of Bacon, Boyle and Newton, Faraday and Dalton, had to wait longer than neighbouring France and Germany to make the science practiced in its domains a matter for professionals. This is noticeable in despite of having had, since the end of the 18th century, an unparalleled scientific culture, which manifested itself in the fact of British citizens of all ages had become avid consumers of scientific texts and exhibitions and had the Great Exhibition of 1851 as its epitome. The belated process through which England, as far as science was concerned, went from being a “land of dilettantes” (as the German chemist Justus von Liebig once suggested upon a visit) to become a centre of development of professional scientists is the heart of this doctoral research. It is suggested here that a small coterie of young scientists, self-title “X Club”, led by Thomas Henry Huxley, played a significant role in the afore mentioned transition by deliberately working to urge the State to “Germanise” its scientific output. In the long run, the “X Club” was responsible for spreading the theory of evolution to shape the next generations as well for using it as a watershed between those who were scientists and those who were not.
Assunto
Sociologia - Teses, Ciência - Teses, Huxley, Thomas Henry, 1825-1895
Palavras-chave
'X Club', Germanização da ciência, Popularização da ciência, Profissionalização da ciência, Thomas Henry Huxley
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