Vitimização por bullying em estudantes brasileiros: resultados da pesquisa nacional de saúde do escolar (pense)
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Bullying victimization among Brazilian students: Results of the national survey of school health(PENSE)
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Resumo
Objetivo: identificar a prevalência de vitimização por bullying em estudantes brasileiros e analisar sua associação com variáveis individuais e de contexto. Método: estudo transversal, de base populacional, com dados provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Participaram 109.104 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas. A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário autoaplicável. Foi testado o modelo de associação entre o bullying e variáveis sociodemográficas (idade, raça/cor da pele autodeclarada e escolaridade da mãe), de saúde mental (sentimento de solidão, insônia e falta de amigos), de contexto familiar (apanhar em casa), absenteísmo escolar (falta às aulas) e comportamento de risco para a saúde (experimentação de drogas). Foram realizadas análises uni e multivariadas. Resultados: a prevalência de vitimização foi de 7,2%. Os meninos e as meninas de 14 e 15 anos sofreram menos bullying, e as meninas menores de 13 anos sofreram mais (OR: 1,48, IC95%: 1,02-2,15). Foram mais vítimas meninos indígenas (OR: 1,37, IC95%: 1,15-1,65), meninas pretas (OR: 1,24, IC95%: 1,09-1,40) e meninas amarelas (OR: 1,43, IC95%: 1,21-1,70). Sentir-se solitário, não ter amigos, ter insônia, faltar às aulas, sofrer violência física na família e possuir mãe com baixa escolaridade foram variáveis associadas à vitimização para meninos e meninas e usar drogas, somente para as meninas (OR: 1,19, IC95%: 1,03-1,37). Conclusão: os resultados indicam que a vitimização por bullying interfere na escolaridade e na saúde dos estudantes. Dados que podem subsidiar iniciativas de enfrentamento do bullying e de promoção de saúde nas escolas
Abstract
Objective: to identify bullying victimization among Brazilian students and analyze its association with individual and contextual variables.
Method: cross-sectional, population-based study with data collected by the National Survey of School Health. A total of 109,104 9th
grade students from public and private schools participated. Data were collected using a self-report questionnaire. We tested a model of association between bullying and sociodemographic variables (age, self-reported race, and mothers’ education), mental health (loneliness, insomnia, and lack of friends), family context (being spanked at home), school absenteeism (missing classes), and risk behavior (drug experimentation). Univariate and multivariate analyses were conducted. Results: the prevalence of victimization was 7.2%. Boys and girls aged 14 and 15 years old less frequently experienced bullying, while girls younger than 13 years old more frequently experienced bullying (OR: 1.48, CI95%: 1.02-2.15). Indigenous boys (OR: 1.37, CI95%: 1.15-1.65), Afro-descendant girls (OR: 1.24, CI95%: 1.09-1.40) Asian-descendant girls (OR: 1.43, CI95%: 1.21-1.70) were more frequently victims. Loneliness, lack of friends, insomnia, missing classes, domestic violence, and low level of mother’s education were associated with victimization
among both boys and girls while drug use was associated only with girls (OR: 1.19, CI95%: 1.03-1.37). Conclusion: the results indicate that bullying victimization interferes in the education and health of students. These findings can support interventions intended to facilitate coping and promote health in schools.
Assunto
Bullying, Serviços de saúde escolar, Relações familiares, Assunção de riscos
Palavras-chave
Bullying, Saúde escolar, Assunção de riscos, Relações familiares, Relações familiares
Citação
Curso
Endereço externo
https://doi:10.1590/0104-07072018000310017